Na Mostra Competitiva deste ano, 612 títulos foram inscritos. Do total, a curadoria selecionou a dedo seis longas-metragens e 12 curtas, que disputam uma premiação que soma R$ 625 mil.
Na categoria de longas, o documentário Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós, vai discorrer sobre os bailes de Ceilândia e sobre a represália policial. É o único longa-metragem prata da casa na Mostra Competitiva. A produção também faz parte da grade de programação da Mostra Brasília, que sempre valoriza e premia os frutos do audiovisual candango.
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Na Mostra Competitiva, mais uma vez, Pernambuco é o estado mais representado do País, com os longas Brasil S/A, de Marcelo Pedroso, e Ventos de Agosto, de Gabriel Mascaro.
Na categoria curta-metragem, Crônicas de uma Cidade Inventada, de Luísa Caetano, foi o escolhido para representar a capital federal. Destaque na competitiva de curtas para o estado de São Paulo, que entrou com produções como Bashar, de Diogo Faggiano, B-Flat, de Mariana Youssef, Estátua!, de Gabriela Amaral Almeida, e o premiado La Llamada, de Gustavo Vinagre.
A premiação está disputada, assim como a mostra. Neste ano, o melhor longa-metragem será premiado pelo júri oficial com R$ 250 mil. Já para o curta-metragem vencedor, o valor é de R$ 35 mil. Quem se destacar como melhor diretor levará R$ 30 mil e R$ 15 mil, respectivamente.
A Mostra Competitiva acontece sempre às 20h30, no tradicional Cine Brasília e nas demais regiões administrativas do Distrito Federal, que vão exibir os filmes em competição gratuitamente.
Homenagens ao documentarista
A sensibilidade e a capacidade de escutar e adentrar no universo do outro. E não apenas com as entrevistas sempre comoventes, direcionadas e psicológicas. Atrás e na frente das lentes, o documentarista Eduardo Coutinho conseguia trazer para as telonas histórias sempre marcantes. O mestre do documentário deixou seu legado em obras como Santo Forte (1998), Babilônia (2000), O Fim e O Princípio (2005) e Edifício Master (2002). Todas serão exibidas nesta edição do festival, na Mostra Eduardo Coutinho. Uma grande homenagem ao cineasta, que faleceu este ano, no dia 2 de fevereiro. Edifício Master, por exemplo, é um clássico documentário que se passa nesse tradicional prédio em Copacabana, redutor das mais diferentes histórias dos 500 moradores.