Montada a partir do Inventário do patrimônio imaterial, com o apoio do Iphan, a exposição chega a Brasília com a parceria do Decanato de Extensão da UnB. Sua primeira edição foi em 2011, no Museu de Arte e de Cultura Popular da UFMT (Macp). Desde então tem circulado por diversos lugares, dentro e fora do estado.
Ela proporciona ao público a oportunidade de conhecer os principais bens culturais de Mato Grosso, representativos da diversidade e do patrimônio cultural do estado, que se materializam nos artefatos da cultura material de etnias indígenas, como as bonecas de cerâmica Karajá Ritxoko, – saber já registrado como patrimônio cultural do Brasil, além da rede de dormir Kura Bakairi, cestos Nambijkuara, entre outros.
Os visitantes poderão conhecer ainda peças raras indígenas, e o destaque, nesta nova montagem, é o Paríko da etnia Bororo, que possui um grande significado cultural para o povo bororo e está presente nos seus rituais. Vale ressaltar o Ritual Yaokwa dos Enawene-Nawe, celebração registrada como Patrimônio do Brasil em 2010.
Estão também em evidência significativos bens expressivos das comunidades tradicionais ribeirinhas pantaneiras como de São Gonçalo e Limpo Grande; e ainda de grupos quilombolas como de Vila Bela da Santíssima Trindade que tem na Festança um exemplar admirável da cultura afro-mato-grossense. Apresenta assim um conjunto de imagens representativas das expressões culturais imateriais (saberes, danças, rituais, celebrações, lugares), a partir das lentes de dois importantes fotógrafos mato-grossenses: Mario Friedlander e Laercio Miranda.
Além da presença do Pro Reitor da UFMT, Fabricio Carvalho, e da decana de Extensão da UnB, Thérèse Hofman Gatti, a abertura contará com a apresentação do músico Habel dy Anjos, importante estudioso da Viola de Cocho, instrumento musical ícone cultural do Pantanal de MT e MS ( a ela associados as formas de expressão do Siriri e Cururu), que este ano comemora seus 10 anos de Registro como Patrimônio Cultural do Brasil.
A exposição esteve em Rondonópolis –MT, Barra do Garças-MT e Goiânia–GO, em 2012; Cáceres-MT, Vila Bela-MT, Corumbá-MS e na Casa Mário de Andrade (Iphan), em Brasília, em 2013, e no Museu do Morro da Caixa d’Água Velha, de Cuiabá, em 2014.
A EXPOIMAT é um Projeto de Extensão AF – Ação Afirmativa da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev-Codex). O acervo, curadoria, apoio técnico e expográfico é do Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia da UFMT. A equipe executora é do Departamento de História/ETRÚRIA-Laboratório de Estudos da Memória, Patrimônio e Ensino de História.
A professora do Departamento de História da UFMT, Thereza Martha Presotti , coordenadora e uma das curadoras da exposição, conta com apoio de 04 bolsistas discentes para ajudar no projeto: o afro-descendente Alexandre Arruda Peixoto, os indígenas Eric Kamikiawa Kura Bakairi e José Antonio Parava Chiquitano e Natalia Ramires, cuiabana de origem pantaneira.
Além da montagem da exposição, o evento oferece a Oficina de Educação Patrimonial para os guias que irão monitorar a mostra, indo assim subsidiar a aplicação da Lei 11.645 que indica que se ensine a história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas.
Serviço:
Data: 25 de agosto (abertura). De 25 de agosto a 11 de setembro.
Hora: visitações todos os dias, das 9h às 19h.
Local: Galerias CAL, Acervo e de Bolso da CAL/DEX/UnB
SCS Quadra 04, Edifício Anápolis.
Entrada franca
Informações: 3321-5811
Classificação livre