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Viva

Brasília contemporânea

Arquivo Geral

12/07/2014 7h00

 Clara Camarano

clara.camarano@jornaldebrasilia.com.br

Artistas da capital que trabalham e se conectam com uma linguagem mais “atual” saem da fórmula convencional e inovam no fazer artístico. Em Brasília, nomes como Luciana Lara, Guilherme Reis e os irmãos Adriano e Fernando Guimarães se tornaram refêrencia na produção de arte contemporânea que repercute pelos quatro cantos do Brasil.

O conceito de arte contemporânea é amplo, assim como suas vertentes. No entanto, contém pontos em comum, como a característica experimental. É o que afirma a coreógrafa e diretora da companhia de dança contemporânea Anti Status Quo, Luciana Lara.

“Estamos falando de uma arte que não comporta definições que a limitem. Essa arte é um aprendizado constante da percepção, que desafia as convenções e propõe um olhar crítico, sem julgamentos. Ela estabelece relações com a vida por meio do cotidiano, das sensações e das histórias pessoais e coletivas”.

Carioca radicada em Brasília, Luciana se destaca pela abordagem inovadora da sua companhia de dança, fundada em 1988. A Anti Status Quo ousa nas apresentações de dança em locais inusitados, como o Museu Nacional da República, paradas de ônibus, metrô, praças e até dentro do lago Paranoá.

Produção atual da companhia, Cidade em Plano intercala a relação do corpo com a arquitetura e capta desde a construção da capital federal até o modo como a sociedade se relaciona com a política.

Mistura de linguagens

Quando o assunto é arte contemporânea, os conhecidos irmãos Guimarães são referência. Adriano e Fernando compartilham experiências estéticas únicas nesse quesito.

A dupla tem como característica marcante o trabalho que conjuga literatura, artes visuais e teatro. Valem-se da mistura de linguagens e de performances e apresentam  produções inovadoras.

“Destaco a questão do retrato do cotidiano, de levar o dia a dia para a arte. Afinal, são coisas que se misturam. E o teatro que trabalhamos passa a levar em conta o próprio intérprete que, para além do personagem, tem sua vivência pessoal. É dentro desse universo particular que lapidamos o personagem”, conclui Adriano.

Nascimento do Cena Contemporânea 

São anos de arte e dedicação. Ator, diretor e produtor cultural, o goiano radicado em Brasília Guilherme Reis fez nome na cidade pelo talento e por ser o grande responsável por trazer um apanhado da produção contemporânea do mundo para a capital federal.

Reis foi o idealizador e fundador do Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, ainda em 1995. “Havia um isolamento e uma carência de informação e intercâmbio na área das artes experimentais. O festival surgiu para suprir essa lacuna, com o objetivo de colocar Brasília na rota de um tipo de espetáculo criativo, inovador, fora do comercial, que raramente passava pela cidade”, frisa.

Próxima edição

A ideia deu certo e colocou a capital no eixo. O Cena Contemporânea é hoje um dos maiores festivais da cidade. Às vésperas de sua 15ª edição, Guilherme já adianta que a “festa contemporânea” ocupará de 19 a 31 de agosto o Museu Nacional da República e os teatros da cidade com apresentações de espetáculos locais, nacionais e internacionais.  Espanha e Argentina vão ser presenças fortes, garante.

Otelo, de Shakespeare, ganhará uma “pegada” contemporânea no espetáculo Othelo, adaptação do argentino Gabriel Chamé.

 

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