Raquel Martins Ribeiro
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A beleza e os contrastes do corpo nu dão o tom dos ensaios fotográficos realizados pelo brasiliense Bernardo Moreira. O resultado compõe agora a exposição Essa Tal Liberdade, que entra em cartaz hoje, na livraria Fnac do ParkShopping (Guará), e fica aberta para visitação gratuita até o dia 14 de março. “Já vinha trabalhando o nu feminino há quase um ano, mas de uma maneira aberta, sem nenhuma pretensão. Quando recebi o convite para voltar a expor na Fnac, aceitei na hora e fiquei muito feliz”, explica Bernardo.
Com uma câmera na mão, o jovem fotógrafo, de apenas 19 anos, contou com a coragem das amigas que aceitaram o convite, e se despiram de todo e qualquer pudor para participar do ensaio. “Chamei as pessoas com quem eu já tinha alguma intimidade. Apenas duas delas são modelos profissionais”, revela.
Própria essência
Para ele, a disponibilidade e troca de ideias com as pessoas retratadas foi essencial. “Deixei que escolhessem o cenário, ora algo urbano, ora mais voltado para a natureza. Quando não tinham ideia, pensávamos juntos em algo que representasse a essência de cada um”, explica o fotógrafo.
Por meio das 20 imagens que integram a mostra, os visitantes poderão fazer um mergulho nas mais diversas paisagens, e não só do Distrito Federal. Tendo a luz como sua principal aliada, o retratista espera que as pessoas reflitam sobre a liberdade que busca abrigo em cada um de nós. “Não quero definir o que é liberdade, pois esse é um conceito que vai de acordo com o que cada pessoa pensa. A ideia é deixar que cada um encontre a sua”.
A noite de abertura da exposição terá um bate-papo com Bernardo Moreira mediado pela fotógrafa Ane Molina, e também um pocket show da cantora brasiliense Amanda Elyss.
Talento herdado pelo pai
O talento para imortalizar imagens de Bernardo Moreira está no sangue. O jovem começou a fotografar profissionalmente há apenas quatro anos, mas assegura que herdou do pai o gosto pelo ofício.
“Meu pai trabalha com fotografia de natureza. No começo eu o acompanhava, mas depois comecei a fazer autorretratos e não parei mais”, relembra o fotógrafo, que utiliza a atividade para curar as dores da alma. “Para mim é uma forma de terapia. Na fotografia encontro todos os remédios de que preciso”, garante.
O caminho pelo universo feminino também começou cedo. Em Menina Mulher, Moreira retrata a transição da adolescência para a vida adulta. Desde então, já participou de três mostras coletivas, além de exposições individuais em locais como a Pinacoteca de São Paulo, o Museu Nacional da República e a Livraria Cultura. “Essas experiências me ajudaram muito. Sinto que meu trabalho amadureceu”, finaliza.
Serviço
Essa Tal Liberdade – De hoje a 14 de março. Na livraria Fnac do ParkShopping (Guará). Visitação de segunda a sexta, das 10h às 22h; e domingo e feriados, das 10h às 20h. Entrada franca. Informações: 2105-2000. Classificação livre.