
Um dos mais conhecidos e românticos contos do dinamarquês Hans Christian Andersen ganha agora uma nova adaptação para os teatros. A Pequena Sereia estreia no Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental), neste domingo, em três apresentações com ares de superprodução.
Adaptada pelo dramaturgo Vladimir Capella, a peça conta com um elenco de 15 atores. Em cena, 12 trocas de cenários e 120 luxuosos figurinos.
Em entrevista ao Jornal de Brasília, a atriz Ana Saab, que interpreta a protagonista, fala sobre seu preparo para viver a sereia que largou seu reino no fundo do mar em nome do amor: “Ensaiamos quase três meses, de segunda a sexta. Foram intensos os ensaios. Além do espetáculo ter um número enorme de atores, figurinos e perucas, eu canto e danço. Enfim, tive que me dedicar 100% a esse trabalho durante o período”.
Clássico
Com direção de Paulo Ribeiro, a montagem conta com projeções em vídeo e efeitos especiais. A peça foi inspirada no teatro da Disney, que também imortalizou o conto de fadas na animação homônima lançada em 1989. Na ocasião, o desenho animado levou dois Oscars.
Ana Saab já fez novelas, minisséries e teatros, como Tristão e Isolda. Ela revela ter se encontrado na temática infantil. “Estar em contato com as crianças é maravilhoso. Me apaixonei de uma forma que quero fazer muitos outros espetáculos em breve”, comenta.
Encantada pela personagem, ela revela quais personagens do universo infantil tem vontade de interpretar. “Eu adoro a Pequena Sereia desde sempre, mas também sou louca pela Bela (A Bela e a Fera) e pela Merida (Valente). São princesas que, um dia – quem sabe – vou poder fazer!”, diz.
Magia
A história gira em torno de uma sereia que se apaixona por um humano e, disposta a viver sua paixão, sacrifica a própria voz para ter pernas e poder respirar fora d’água. O elemento fantástico presente na trama é um dos pontos fortes no roteiro. “Quando idealizei fazer esse espetáculo, meu objetivo era levar para as crianças um musical tão grandioso e cheio de magia que elas pudessem se encantar e ter contato com o lúdico dos contos de fadas”, justifica Ana.
“Acreditamos que os pequenos devem, no teatro, vivenciar todas as sensações da vida por meio da música, da cor e do mágico, que tanto falta na vida cotidiana”, encerra.