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Viva

A eterna busca por um palco no Distrito Federal

Arquivo Geral

31/12/2014 7h20

Artistas brasilienses roteirizam, produzem e ensaiam diariamente para montar seus espetáculos. No entanto, muitas vezes se deparam  com a falta de espaços para mostrar sua arte. Com o fechamento de grandes polos culturais da capital, artistas locais da dança e do teatro “se viram nos trinta” para achar um local para se apresentar. O Viva. reuniu alguns dos redutos culturais que ainda resistem. (Veja ao lado)

Teatro Nacional Cláudio Santoro, Centro de Dança de Brasília, Espaço Cultural Renato Russo, Museu de Arte de Brasília (MAB), Memorial dos Povos Indígenas , Polo de Cinema, Museu Vivo da Memória Candanga. Todos estão com as portas lacradas para serem revitalizados, e sem previsão de reabertura. De acordo com a Secretaria de Cultura, todos serão entregues renovados. As obras no MAB começaram em outubro e devem estar prontas em um ano. O investimento na reforma do museu é de cerca de R$ 3,2 milhões.

Já o Centro de Dança deve custar R$ 3 milhões aos cofres públicos. A promessa é de que seja devolvido à comunidade artística até outubro deste ano. Palco de dançarinos e atores, o local está fechado desde 2012 e já foi alvo de uma série de protestos.

Diretora, coreógrafa e bailarina de Brasília, Luciana Lara trabalhou mais de cinco anos dando oficinas de dança no centro. Com o fechamento, no entanto, ela foi obrigada a dar aulas na sala de balé do Teatro Nacional. Um pequeno detalhe: o local também está fechado. “Eles nos concederam essa sala, mas ela é pequena. E o Teatro Nacional está lá, deixado de lado. Os espaços estão mal-cuidados e mal-geridos. Não adianta nem abrir novos espaços se não cuidarmos dos que já temos”, pontuou a bailarina. Recentemente, ela apresentou De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica no Teatro da Praça de Taguatinga. E ressalta: “Outro (espaço) que está abandonado”.

 

Proporção inversa

Diretor, ator, produtor cultural e fundador do extinto Espaço Mosaico, o brasiliense Cláudio Chinaski também se indigna com o abandono na capital. Para Cláudio, enquanto a produção de bons espetáculos cresce, os espaços ficam cada vez mais escassos. Uma verdadeira proporção inversa. “Falo porque vivemos isso na pele, no Mosaico. Havia muitas demandas, mas tínhamos que recusar porque a pauta estava sempre cheia. O pior é que isso atrapalha na formação de plateia. O artista perde, e o público também”, coloca, indignado.

 

Promessa

O novo secretário de Cultura, Guilherme Reis, concorda com as reclamações. E garante que um de seus maiores desafios vai ser revitalizar e reabrir os centros de arte. “Digo como artista que não há, mesmo, centros culturais suficientes. Quero trabalhar em grupo na minha gestão, reconhecer as falhas e agir em cima”, promete.

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