Com a proposta de abrir espaço para expressar a multiplicidade das expressões culturais afro-latinas, o Latinidades – Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha – segue até sábado no Complexo Cultural da República (Esplanada dos Ministérios), com debates, seminários e programação artística com vários shows, como o do grupo norte-americano Playing For Change.
Considerado o maior festival de mulheres negras do País, o evento tem espaço para música, teatro, dança, moda, esportes, ruas de lazer, palestras e oficinas. Tudo de graça.
Tocando por mudanças
O projeto mundialmente conhecido Playing For Change – Songs Around the World, criado pelo americano Mark Johnson, se apresenta amanhã no Latinidades. Nascido em 2004, o grupo une músicos de rua do mundo inteiro em prol de mudanças globais. No repertório, clássicos da música de diversas épocas e gêneros, como canções de Bob Marley, U2 e Peter Gabriel.
Realidade
Segundo a coordenadora do festival, Jaqueline Fernandes, o evento é o momento de reunir mulheres negras de diferentes estados e países e tratar de questões específicas da realidade do grupo. “Os piores índices de acesso a políticas públicas diz respeito às mulheres negras em geral. Por isso, a necessidade de fazer esse recorte”, disse.
Participantes da Colômbia, de Cuba, da África do Sul, Nigéria, do Congo, Zimbabue, da Holanda e dos Estados Unidos marcam presença no festival que, no ano passado, reuniu 50 mil pessoas.

A apresentação será recheada de discurso político do bem. Quero passar um recado bacana para a molecada de Brasília. Black Alien, rapper
Hap e hip hop com tom politizado
Amanhã tem show de hip hop das cubanas Las Krudas e da dupla curitibana moderninha Karol Conká+Nave. A programação cultural do evento se encerra no sábado, com desfile de moda, ao som da banda local Funkeando, e show da MC Sofia, rapper paulista de nove anos, que cantará poemas em forma de rap.
O ex-Planet Hemp Gustavo Ribeiro, mais conhecido como Black Alien, se apresenta na madrugada de sábado. Pregando a necessidade de uma “revolução do amor”, o rapper carioca preparou um repertório especial para o show na cidade, com músicas como Rolo Compressor e Eu Não Quero Brigar Mais Não, escolhida para encerrar a participação do músico. “A apresentação será recheada de discurso político do bem. Quero passar um recado bacana para a molecada”, explicou em entrevista ao JBr.
O rap dos brasilienses do El Patito Feo encerra a programação, às 2h30, com o pré-lançamento do disco Patologia.
PROGRAMAÇÃO
Hoje
9h – Mulheres em Situação de Prisão
14h A Mulher na Capoeira
16h Mulheres Negras Contam sua História
19h – Grande Roda de Capoeira
Amanhã
18h – Roda de Break
21h – Las Krudas (Cuba)
22h – Karol Conká+Nave (Curitiba)
23h – Playing for Change (EUA)
0h – Jam do Museu (DF)
Sábado
14h – Vivência em capoeira angola para crianças
19h20 – Show infantil MC Soffia (SP)
20h – Banda Funkeando (DF)
21h – DJ Chokolaty (DF)
23h – Dj Donna (DF)
1h – Black Alien (RJ)
2h30 – El Patito Feo (DF)
Serviço
Latinidades – Até sábado, na Área Externa do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios). Entrada franca. Informações: 3233-6230. Classificação livre.