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Viva

A cor dos sons e da arte latina

Arquivo Geral

25/07/2013 8h50

Com a proposta de abrir espaço para expressar a multiplicidade das expressões culturais afro-latinas, o Latinidades – Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha – segue até sábado no Complexo Cultural da República (Esplanada dos Ministérios), com debates, seminários e programação artística com vários shows, como o do grupo norte-americano Playing For Change.

Considerado o maior festival de mulheres negras do País, o evento tem espaço para música, teatro, dança, moda, esportes, ruas de lazer, palestras e oficinas. Tudo de graça.

Tocando por mudanças

O projeto mundialmente conhecido Playing For Change – Songs Around the World, criado pelo americano Mark Johnson, se apresenta amanhã no Latinidades. Nascido em 2004, o grupo une músicos de rua do mundo inteiro em prol de mudanças globais. No repertório, clássicos da música de diversas épocas e gêneros, como canções de Bob Marley, U2 e Peter Gabriel.

 

Realidade

Segundo a coordenadora do festival, Jaqueline Fernandes, o evento é o momento de reunir mulheres negras de diferentes estados e países e tratar de questões específicas da realidade do grupo. “Os piores índices de acesso a políticas públicas diz respeito às mulheres negras em geral. Por isso, a necessidade de fazer esse recorte”, disse.

Participantes da Colômbia, de Cuba, da África do Sul, Nigéria, do Congo, Zimbabue, da Holanda e dos Estados Unidos marcam presença no festival que, no ano passado, reuniu 50 mil pessoas.

 

A apresentação será recheada de discurso político do bem. Quero passar um recado bacana para a molecada de Brasília. Black Alien, rapper

  

Hap e hip hop com tom politizado

Amanhã tem show de hip hop das cubanas Las Krudas e da dupla curitibana moderninha Karol Conká+Nave. A programação cultural do evento se encerra no sábado, com desfile de moda, ao som da banda local Funkeando, e show da MC Sofia, rapper paulista de nove anos, que cantará poemas em forma de rap. 

O ex-Planet Hemp Gustavo Ribeiro, mais conhecido como Black Alien, se apresenta na madrugada de sábado. Pregando a necessidade de uma “revolução do amor”, o rapper carioca preparou um repertório especial para o show na cidade, com músicas como Rolo Compressor e Eu Não Quero Brigar Mais Não, escolhida para encerrar a participação do músico. “A apresentação será recheada de discurso político do bem. Quero passar um recado bacana para a molecada”, explicou em entrevista ao JBr.

 

O rap dos brasilienses do El Patito Feo encerra a programação, às 2h30, com o pré-lançamento do disco Patologia.

 

PROGRAMAÇÃO


Hoje

9h –  Mulheres em Situação de Prisão

14h  A Mulher na Capoeira

16h  Mulheres Negras Contam sua História

19h –  Grande Roda de Capoeira

 

Amanhã

18h –  Roda de Break

21h –  Las Krudas (Cuba)

22h –  Karol Conká+Nave (Curitiba)

23h –  Playing for Change (EUA)

0h –  Jam do Museu (DF)

 

Sábado

14h –  Vivência em capoeira angola para crianças

19h20 –  Show infantil MC Soffia (SP)

20h –  Banda Funkeando (DF)

21h –  DJ Chokolaty (DF)

23h –  Dj Donna (DF)

1h –  Black Alien (RJ)

2h30 – El Patito Feo (DF) 

  

Serviço

Latinidades –  Até sábado, na Área Externa do Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios). Entrada franca. Informações: 3233-6230. Classificação livre.

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