“Sempre que puder, fale de amor e com amor para alguém. Faz bem aos ouvidos de quem ouve e à alma de quem fala”. Esta frase não era dita apenas da boca para fora pela freira baiana Maria Rita de Sousa Brito, a irmã Dulce. Ela praticava diariamente esse amor em cada segundo de sua vida dedicada aos pobres, aos marginalizados, aos enfermos.
Em homenagem a ela, o diretor Vicente Amorim adentrou em recortes de sua vida, ações humanitárias realizadas no interior das favelas de Salvador. O resultado é o filme Irmã Dulce, que poderá ser conferido a partir de hoje, nas salas de cinema da cidade.
Dulce é lembrada como o Anjo Bom da Bahia e foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz, em 1988. Irmã Dulce foi ainda distinguida pelo Papa João Paulo II, em 2000, com o título de Serva de Deus.
O filme conta a vida da freira que enfrentou os dogmas da Igreja Católica e a sociedade em nome dos desprovidos. A obra emociona com as tomadas em close delicadas, que focam nesse carinho dela para com os doentes e pobres da Bahia.
Sintonia
As atrizes Bianca Comparato e Regina Braga dão vida à irmã na sua fase mais jovem e na maturidade, respectivamente. A sintonia na interpretação é visível e merece aplausos. Ambas conseguiram reproduzir a fragilidade, bondade e amor nos trejeitos e no o olhar.
Em Brasília, para a pré-estreia realizada na última terça-feira, no shopping Iguatemi, o diretor Vicente Amorim fez questão de frisar: “Eu não tinha ideia da complexidade e de tamanho amor de irmã Dulce até começar a adentrar na vida dela de cabeça. Fui para a Bahia, conversei com conhecidos, li suas biografias. Ela tinha uma história de amor ao próximo. Era e é louvada por todos baianos”, exclama.