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Viva

50 tons de cinza chega às telonas

Arquivo Geral

12/02/2015 7h00

Lançado em 2012, o livro Cinquenta Tons de Cinza causou um reboliço entre as donas de casa. A inusitada história de amor à la conto de fadas da Disney misturada com tórridas (e excessivas) passagens de sexo sadomasô virou best-seller e rapidamente se tornou uma trilogia. A ideia de levar o  sucesso para as telonas veio rapidamente e o resultado é melhor do que muitos chatos de plantão imaginavam.

Taxado de mal escrito e cheio de clichês, o romance fez muita gente torcer para que sua adaptação cinematográfica fosse tão brega quanto. Não é. Com uma fotografia sofisticada, boa trilha sonora e cenas de sexo bastante sensuais, o longa é uma boa experiência para quem quer ver nas telonas versões de carne e osso de Anastasia Steel e Christian Grey. Os diálogos e cenários são  fiéis ao livro, com uma feliz exceção: a mal-falada deusa interior da protagonista. Onipresente na obra literária, o recurso é dispensado no filme.

Muito preso à obra, o roteiro é fraco, mas prende a atenção. Em grande parte, graças à naturalidade de Dakota Johnson, atriz pouco conhecida que transforma a personagem sem sal em uma mulher interessante. Ela consegue passar a ideia de gente como a gente. O ex-modelo irlandês Jamie Dornan é uma decepção, já que sua beleza não compensa a fraca atuação. O ator  não convence na pele do bilionário Sr. Grey.

Sensualidade

Não faltam cenas de sexo. Ou melhor, cenas sensuais. Estão lá os calafrios de Anastasia ao conhecer o “quarto proibido” e as passagens de sexo oral envolvendo a famosa gravata cinza do empresário. Tudo comedido, não há nada explícito.

Frustrante para quem esperava poder assistir às mirabolantes aventuras descritas no livro, uma boa surpresa para quem esperava algo parecido com os filmes do Cine Band Privé.

Sobre a pressão de dirigir o filme

Sam Taylor-Johnson, 47, já foi diagnosticada duas vezes com câncer e, ainda assim, diz que suportar a pressão de dirigir Cinquenta Tons de Cinza foi “o maior desafio de sua vida”. “Foi exaustivo e complicado”.

A odisseia começou antes de a diretora assumir o projeto. Todos queriam pôr as mãos no fenômeno literário erótico – juntos, os três livros da série Cinquenta Tons já venderam mais de cem milhões de cópias.

Exigências

Nas negociações para a adaptação, E. L. James exigiu participação nos lucros e a função de produtora, além de ter uma mulher no comando. Conseguiu Taylor-Johnson, que tinha apenas um filme no currículo (O Garoto de Liverpool).

Para amaciar as críticas sobre a história incentivar a violência contra mulheres, a diretora  consultou duas praticantes de bondage e sadomasoquismo. “Tudo neste mundo é limitado por contratos que listam os desejos de cada um dos envolvidos. O amor que sai disso pode ser muito poderoso”.

 

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