O presidente americano, Donald Trump, se declarou surpreso com o alto preço dos ingressos para o primeiro jogo da seleção de seu país na Copa do Mundo de 2026, superior a 1.000 dólares (R$ 4.920), e afirmou que “não pagaria” esse valor.
“Eu não estava ciente desse valor”, disse Trump ao ser questionado pelo jornal New York Post sobre o custo para assistir à partida dos Estados Unidos contra o Paraguai, em 12 de junho, em Los Angeles.
O ingresso mais barato para esse duelo aparece por 1.940 dólares (R$ 9.545) no site de vendas da Fifa.
“Eu adoraria estar lá, mas não pagaria isso, para ser sincero”, afirmou o presidente.
Nesta mesma semana, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se defendeu das críticas à política de preços para a Copa do Mundo, alegando que ela responde às particularidades do mercado de entretenimento nos Estados Unidos.
Segundo Infantino, 25% dos ingressos para a fase de grupos custavam menos de 300 dólares (R$ 1.476).
Trump, por sua vez, também sugeriu que seu governo poderia examinar o preço dos ingressos, considerado exorbitante por grupos de torcedores que apresentaram uma denúncia contra a Fifa à Comissão Europeia.
“Não vi isso, mas teria que cuidar do tema”, afirmou o republicano.
“Gostaria que as pessoas que votaram em mim pudessem ir… Se as pessoas do Queens e do Brooklyn que gostam de Donald Trump não puderem (assistir aos jogos), eu ficaria decepcionado, mas ao mesmo tempo é um sucesso incrível”, explicou o ex-magnata imobiliário originário de Nova York.
“Sei que (o torneio) tem um sucesso enorme, está batendo todos os recordes e (a Fifa) nunca havia visto algo assim”, acrescentou Trump sobre a Copa do Mundo, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México de 11 de junho a 19 de julho.
A Fifa vendeu cerca de cinco dos sete milhões de ingressos disponíveis, e uma nova fase de venda “de última hora” foi aberta nesta quinta-feira no site oficial da entidade.
AFP