Matheus Garzon
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Mais de mil crianças disputam até este sábado (21), no Minas Tênis Clube, a 1ª Copa Brasília de Futebol Infantil. Criada com o intuito de estimular a competição no futebol de base da capital, o torneio abarca as sete categorias possíveis entre o sub-7 e o sub-13 e conta com a participação de clubes não só do Distrito Federal, mas também do Brasil.
O organizador do evento, Frederico Cardim, conta que foi um desafio gigantesco fazer tudo funcionar, já que a cidade não promove campeonatos assim. “Brasília tem carência de eventos de categoria de base. Os que temos, acontecem nos finais de semana ou de 15 em 15 dias. Isso sem contar a falta de estrutura”, comenta.
A esperança dele é que essa copa possa se tornar referência para o Brasil todo e que outras edições possam acontecer. “Já estamos pensando no ano que vem. A ideia é chamar clubes de todo o Brasil e até mesmo de países vizinhos. Aqui o clube tem estrutura para acomodar as pessoas. A ideia é aproveitar.”, destaca.

Foto: Rayra Paiva Franco/Jornal de Brasília.
Bom para os clubes
Se depender de Flávio Augusto, coordenador técnico das categorias de base do Goiás Esporte Clube, o campeonato continuará sendo realizado por bastante tempo. “Esse tipo de evento é básico para a formação de um atleta. É jogar contra jogadores que não conhece, conhecer outros estilos de jogo, outras culturas.”, pontua.
A equipe goiana enviou times sub-12 e sub-13 para a competição e, ainda segundo Flávio Augusto, outro diferencial da copa é a estrutura. “Considerando que é a primeira edição, está muito bom. Estamos hospedados aqui mesmo no Minas Tênis. Isso nos ajudou bastante.”, celebra. Para ele, nessa fase da vida das crianças nem é o resultado que importa, mas o aprendizado. “O desempenho que é mais importante.”
E se engana quem pensa que o objetivo da copa é apenas ser campeão. O torneio foi feito para que todos em cada categoria tenha a chance de ser premiado. Isso só é possível porque, ao final da fase de grupos, são feitas três chaves: ouro, prata e bronze, que são uma espécie de final. O primeiro colocado enfrenta o segundo na chave dourada; o terceiro joga contra o quarto na prateada e o quinto joga contra o sexto pela chave bronze. Portanto, até o último colocado pode ser considerado, no mínimo, vice-campeão da chave bronze.

Foto: Rayra Paiva Franco/Jornal de Brasília.
Os pais também aprovam
O casal de advogados Adriane Espíndola e Andrey Azeredo, vieram do Goiás para acompanhar o filho Vitor jogar na Copa. Eles contam que o torneio tem sido muito bem conduzido. “O alojamento é muito bom e a alimentação para as crianças também. Tem sido muito bem organizado.”, comentam.
Outro pai que elogiou a infraestrutura foi o autônomo, Luis Antônio Marchesan. A reclamação que ele faz, no entanto é com relação aos atrasos. “Na terça era para ter jogo um jogo às 17hrs, que não aconteceu por atraso. Aí foram jogar só no dia seguinte e num espaço muito curto entre um jogo e outro.”, lamenta.