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Sindicato das Academias do DF luta por parcelamento do 13º salário

Para Thais Yeleni, presidente da entidade, medida é necessária para a manutenção dos empregos e sobrevivência do segmento em Brasília

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Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília
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Em meio à crise imposta pelo coronavírus e pelo isolamento social, as academias do DF, assim como diversos setores da economia, enfrentam dificuldades e tentam se reerguer. De acordo com o Sindac-DF, sindicato que representa a categoria, pelo menos 100 empresas fecharam e 8 mil pessoas foram demitidas desde a paralisação das atividades.

Pensando nisso, a entidade está pleiteando a possibilidade do parcelamento do 13º salário dos colaboradores das academias.

O processo teve início na última terça-feira, 1º de dezembro, com uma assembleia entre Sindicato e donos de estabelecimentos. O próximo passo, é acionar o Tribunal do Trabalho, TRT, para convocar o sindicato laboral e tentar o acordo. “Essa seria uma solução para a manutenção dos empregos e sobrevivência das empresas que cuidam da saúde da população”, explica Thais Yeleni, presidente do Sindac-DF.

“Nossa categoria quase entrou em colapso por conta da crise e tenta se reinventar em meio a tantas dificuldades”, acrescenta. Ela continua: “estamos buscando judicialmente esse benefício para as academias, para que se mantenham os empregos e a gente consiga sobreviver. Vale lembrar que nosso setor é essencial à população”.

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Segundo Thais, esse é um processo de extrema importância, pois os empresários estão com grandes dificuldades. “Tem gente que não conseguiu pagar nem a primeira parcela, tem gente que conseguiu, mas não tem como pagar a segunda”, comenta. “Por isso, estamos com essa ação, para mostrar também as tentativas dos empresários em pagar os funcionários”, afirma.

Colapso do setor

Muita coisa mudou desde o começo da pandemia. Para conter a disseminação da Covid-19 foi preciso fechar as portas de diversos setores considerados “não essenciais”. E as academias, embora segmento de saúde, também fecharam e o setor entrou em colapso. Com quase quatro meses de fechamento, pelo menos 100 unidades e oito mil pessoas foram demitidas.

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“Para se ter uma ideia, em 16 de março deste ano, dia do fechamento no Distrito Federal, tínhamos 771.500 clientes pagantes, o que gerava um faturamento anual de R$ 1.713.321.155,71”, diz Thais Yeleni. “No dia 1º de julho, entretanto, esse faturamento chegou a zero”, complementa.

Thais conclui: “para nós, foi um absurdo termos ficado tanto tempo parados e sem poder cuidar da saúde da população e sem gerar renda e, por causa disso, tivemos mais de 30 mil famílias passando necessidade. Este é o momento de nos unirmos para ajudar quem conseguiu se manter a pagar seus funcionários e não demitir mais ninguém”.

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