
Por Késia Alves
Após empatar em 2 a 2 com a Nova Zelândia na estreia da Copa do Mundo de 2026, a Seleção do Irã foi obrigada a deixar os Estados Unidos imediatamente na segunda-feira (15). O técnico Amir Ghalenoei criticou a situação e afirmou que sua equipe tem sido prejudicada durante a competição.
Segundo o treinador, a delegação iraniana esperava permanecer em Los Angeles durante a noite para iniciar a recuperação dos atletas antes de retornar ao México no dia seguinte. No entanto, a equipe recebeu a determinação de deixar o país logo após a partida. A exigência ocorre em meio às tensões entre Teerã e Washington.
“Devíamos ficar aqui esta noite para nos recuperarmos e voltar amanhã na hora do almoço, mas eles não nos permitiram. Disseram que temos que partir imediatamente. É muito importante para nós ter tempo para recuperação, mas nos disseram para retornar ao nosso acampamento”, afirmou Ghalenoei.
“Para ser sincero, não faço ideia do porquê. Acho que talvez nossa equipe seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo”, completou.
Mais dificuldades
Além da necessidade de deixar os Estados Unidos logo após a estreia, integrantes da delegação iraniana enfrentaram outros problemas burocráticos durante o torneio.
De acordo com a agência de notícias estatal iraniana Irna, o meia Mehdi Torabi encontrou dificuldades para deixar os Estados Unidos porque seu visto havia expirado. Antes da competição, os jogadores da seleção receberam vistos que permitiam múltiplas entradas e saídas do país, mas o documento de Torabi era válido para apenas uma entrada.
A Federação Iraniana de Futebol iniciou os trâmites para obter um novo visto para o atleta.
Além da situação envolvendo Torabi, o capitão da seleção iraniana, Mehdi Taremi, e um integrante da comissão técnica também enfrentaram atrasos considerados injustificados, segundo a agência.
Taremi pediu que a Fifa (Federação Internacional de Futebol) atue para auxiliar a delegação iraniana e afirmou que as restrições enfrentadas pela equipe afetam diretamente sua preparação para os jogos.
“Não é bom para nós. Acho que não é bom para o futebol. Acho que a Fifa precisa nos ajudar mais do que isso”, declarou o atacante.