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Seleção Brasileira em 2023: reconstrução de olho no futuro

Arquivo Geral

18/10/2023 0h02

Atualizada 11/12/2024 18h53

Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons

A Copa do Mundo 2022 veio e se foi, e a Seleção Brasileira precisa olhar para o futuro. O técnico Tite, agora no Flamengo, deixou um legado pouco brilhante, e cabe ao novo escolhido, Fernando Diniz, tentar modificar isso de 2023 em diante – ao menos até a tão sonhada chegada de Carlo Ancelotti, se efetivamente acontecer.

Se você acha que a Seleção Brasileira passará por uma boa renovação e tem chances de conquistar o tão sonhado hexa, você pode começar a apostar no Walebet no desempenho da equipe nas Eliminatórias, se preparando para a Copa do Mundo de 2026.

A Seleção Brasileira é assunto que interessa a quase todos, mesmo a quem geralmente não liga muito para futebol. Assim, se o futuro está um pouco obscuro, nada mais interessante do que debater sobre ele e tentar jogar uma luz no porvir. 

O restante da temporada 2023

A Seleção Brasileira ainda tem uma última Data FIFA em 2023 para cumprir, no mês de novembro. Ainda invicto nas Eliminatórias, o objetivo primeiro da equipe é subir o máximo possível na tabela para não ter preocupações no futuro.

É preciso lembrar que, nessa data de novembro, o time brasileiro fará dois dos jogos mais complicados da sua longa tabela: encara a Colômbia, fora de casa, e depois a atual campeã mundial Argentina, em território brasileiro mesmo – mas nem por isso tornando o jogo fácil.

Caso realmente deixe o Real Madrid (totalmente ou dividindo seu tempo) para treinar a Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti só chega ao fim da temporada, lá em junho de 2024, e até lá o Brasil de Diniz precisa jogar bola de qualidade, como se espera da sua pesadíssima camisa.

A questão é que, para garantir isso, é preciso se perguntar se vale a pena investir desde já em renovação dos convocados ou seguir uma agenda mais conservadora, e esse tem sido um ponto espinhoso para torcedores, imprensa e até para a CBF.

Medalhões em cheque

Talvez o aspecto mais delicado de toda essa nova fase da Seleção Brasileira, pós-Tite, seja não o da renovação em relação a novos nomes de talento, mas na manutenção de jogadores mais velhos e que estão sendo cada vez mais questionados.

Não é preciso ser nenhum vidente para observar claramente que o principal nome em cheque na Seleção Brasileira hoje é ninguém menos que Neymar. Embora haja fãs fiéis, a ida do camisa 10 para o futebol saudita, no início da temporada atual, pegou muito mal para a maioria das pessoas.

Com 31 anos, Neymar dá toda a pinta de ser um atleta que no momento está mais interessado em garantir seu conforto (e, é claro, seu multimilionário salário) do que efetivamente obter conquistas relevantes dentro de campo – e, inegavelmente, o Campeonato Saudita passa longe de ser um troféu cobiçado e respeitado.

O ex-Santos, porém, não é o único questionado no plantel de hoje. Se a aparição de nomes hoje execrados como Dani Alves na última convocação de Tite, para a Copa de 2022 em si, já causou rebuliço na torcida, a insistência em outros veteranos de confiança, como Everton Ribeiro e mesmo Thiago Silva, causam certa estranheza numa torcida que está chupando o dedo há mais de 20 anos quanto o assunto é Copa do Mundo.

Expectativa de futuro

Ainda é cedo para especular com certeza o que será da Seleção Brasileira de Fernando Diniz – e muito menos da versão Carlo Ancelotti, caso ela se concretize pra valer. O técnico do Fluminense/da Seleção teve pouco tempo para mexer no time, mas algo que todos concordam é que é preciso mexer na estrutura da equipe como um todo.

Novamente vale dizer: Neymar, que não é capitão e é o único atleta da última convocação que não joga nem na Europa, nem no Brasil, é talvez o ponto mais sensível. O jogador terá 34 anos na Copa do Mundo de 2026, e muita gente se pergunta se Diniz/Ancelotti vão bancar o atleta como titular indiscutível até lá, e se vale a pena ou não fazer isso.

Se há motivo de otimismo, porém, certamente é de ver a quantidade de excelentes jogadores jovens disponíveis para a convocação. Desde os “garotos-prodígio” já praticamente garantidos com a camisa canarinho, como Vinicius Júnior e Gabriel Martinelli, até atletas que parecem prontos a explodir para o sucesso internacional, como André (Fluminense) e Vitor Roque (Athletico-PR), uma coisa por certo não mudou: o Brasil continua sendo um celeiro de luxo de grandes jogadores – basta um técnico moderno e que saiba trabalhar bem com o material bruto. 

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