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Rodrigo Rodrigues morre vítima de complicações da covid-19

Apresentador testou positivo pra a doença há cerca de duas semanas e estava internado desde domingo

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O apresentador do Grupo Globo Rodrigo Rodrigues, 45 anos, faleceu na manhã desta terça-feira (28). O jornalista foi diagnosticado com a covid-19 há cerca de duas semanas e desenvolveu complicações por conta da doença.

Rodrigo estava  internado desde o último sábado na unidade de terapia intensiva do Hospital da Unimed, no Rio de Janeiro. O apresentador passou por uma cirurgia na noite de domingo para aliviar a pressão intracraniana decorrente de uma trombose venosa cerebral. Nesta terça, porém, ele não resistiu às complicações.

No dia 13 de julho, o jornalista decidiu fazer teste para a covid-19 mesmo sem sintomas – dia 9 tinha sido seu último dia presencial no trabalho. Relatou que um amigo, com quem teve contato, tinha acabado de testar positivo. O resultado do teste de Rodrigo também deu positivo e ele foi imediatamente afastado. Nos dias posteriores, Rodrigo apresentou sintomas como falta de paladar e olfato, mas dizia se sentir bem

O apresentador esteve no “Troca de Passes”, do SporTV, pela última vez em 9 de julho. Ele trabalhou também no SBT, TV Cultura, Band, Gazeta, ESPN Brasil e Esporte Interativo. Estava no SporTV desde 2019.

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Histórico

Rodrigo começou a carreira em 1995, na Rede Vida. Trabalhava com o que mais gostava: música. Em 2001, cobriu o Rock in Rio. O jeito espontâneo arrancava as melhores respostas. Passou por TV Cultura, SBT e Bandeirantes e lançou o primeiro livro em 2008: “As Aventuras da Blitz”, que conta a história da banda de rock liderada por Evandro Mesquita.

Em 2011, o jornalista cultural decidiu se aventurar no esporte. Foi contratado pela ESPN e cativou os atletas da mesma forma que fazia com os músicos. Rodrigo sabia dar espaço para cada convidado brilhar. Cada um no seu momento. Como numa banda de rock, todo instrumentista tem direito ao solo. Nada mais natural para esse jornalista-roqueiro, líder da banda “The Soundtrackers”, que toca músicas de filmes e lançou três discos

Durante uma apresentação da banda no “Domingão do Faustão”, Rodrigo respondeu assim à pergunta do apresentador sobre o começo de sua carreira: “Eu comecei desenhando, aí passei pro violão. E, aí, quando eu achava que ia ser professor de arte e tocar na noite, eu fiz um teste acidental e virei apresentador. Não parei mais, faz 25 anos… Mas eu nunca deixei de tocar, eu faço questão de manter a banda porque uma paixão alimenta a outra”.

Com agências




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