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RH amarelo; apadrinhamento ministerial; Minas em maus lençóis

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Olavo David Neto e Petronilo Oliveira
redacao@grupojbr.com

Vitória importante…

Na reinauguração do Defelê, hoje pertencente ao Real Brasília, o Brasiliense venceu por 1 x 0, gol feito pelo velho conhecido Zé Love. Isso prova que o carnaval foi tempo de trabalho do técnico Márcio Fernandes. 

… (Des) unidos do vai e vem

Fora das quatro linhas, o time de Taguatinga vem remontando o elenco. Mesmo sem muito consenso entre a cúpula amarela, a entrelinhas soube que um dirigente do Brasiliense recebeu uma lista grande de atletas para tentar rescindir o contrato o quanto antes e da melhor forma para o clube, o que dificulta a missão. O dirigente não confirma, mas fato é que até o fechamento desta coluna nenhuma dispensa foi confirmada e três atletas foram contratados. Perguntada sobre quais seriam os reforços, a presidente do Brasiliense, Luiza Estevão, falou: tem três, veja nas redes sociais. Porém, lá, só aparecem duas novidades: Fernandinho, lateral-esquerdo, que já jogou ontem (1.3) e Railan, lateral-direito.

Quem segura o Verdão? 

O Palmeiras ainda não engrenou, o Goiás também não. Mas o Verdão, a quem a coluna se refere é o Gama. O time comandado por Vilson Tadei está com 100% de aproveitamento nas sete primeiras rodadas do Candangão. Aplicou no sábado (29.2) uma sonora goleada no Paranoá por 5 x 0, e agora está a cinco pontos de Brasiliense e Real. O Gama fez 29 gols e sofreu apenas 4 com um saldo de gols de 25. Campanha espetacular, o que mostra que a aposta na continuidade do trabalho dá resultado. Vilson Tadei está no comando do Alviverde desde 2019. Se vai ser campeão, não sabemos, mas sem dúvida é o melhor time, com sobras, dessa primeira fase da competição.

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Foto: Gabriel L. Mesquita/SE Gama

 

Apadrinhamento e bagunça

As Olimpíadas de Tóquio começam no dia 24 de julho e a Secretaria de Especial do Esporte, vinculada ao Ministério da Cidadania, mudou de chefia. General Brasil foi exonerado na última sexta-feira e Marcelo Reis Magalhães assumiu o posto. O mais trágico nisso que é o novo secretário é padrinho de casamento de Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que vivia prometendo em suas campanhas que não haveria apadrinhamento em seu governo. E o pior. Muita gente acreditou e acredita.

Foto: Divulgação/Planalto

 

Sem mimimi

Em um tempo muito chato dentro do futebol no sentido de comemoração, parte da imprensa paulista meteu o pau em Gabigol e Rafinha, do Flamengo, por terem subido em um palco e cantado uma musiquinha provocando o Palmeiras, em que diz que o clube paulista não tem Copinha (Copa São Paulo de Futebol Juniors) e não tem Mundial. Porém, Luxemburgo foi claro ao comentar o assunto: Futebol sem isso é chato para cacete. Temos que ser contrários à violência, a torcedor marcar no metrô para trocar porrada. Acho que tem que parar com essa coisa que futebol é um exemplo para a sociedade brasileira. Quem tem que ser exemplo são os políticos, buscar as coisas corretas, uma declaração do presidente, do ministro, uma tomada de decisão. Agora, o futebol ser o exemplo da sociedade? Vamos parar de brincar, de cantar uma musiquinha? Rafinha e Gabigol encontram os jogadores aqui e tomam choppinho e a gente fica discutindo igual babaca aqui (risos)”. Boa, Luxa!

Foto: Fabio Menotti

Minas secas

É impressionante o que acontece com o futebol mineiro. Os rivais Atlético e Cruzeiro, que polarizaram entre si o Brasil no biênio 2013-14, começam a temporada 2020 num “flop” dos grandes. Exemplos claros de que para arrumar a casa são precisos anos e anos de planejamento e austeridade, mas, para bagunçá-la, bastam minutos. Uma única gestão é capaz de afundar todas as conquistas administrativas de um clube.

Por falar em planejamento…

A facilidade com que se troca um pensamento, uma filosofia de trabalho é outro fator característico do futebol brasileiro que influi no momento de vacas magras na leiteira Minas Gerais. Recém-chegado, Rafael Dudamel não conseguiu apresentar resultados logo de cara na sua primeira experiência no país, e antes mesmo da semana santa engrossa as filas de desemprego em “Belzonte”.

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Com um calendário desse?

Nenhuma torcida tem paciência. Isso é um fato. A inflamada massa atleticana, então, já queimou alguns ídolos por pura paixão. Não dá, porém, para gerir um time da grandeza do Galo tendo por termômetro as vaias passionais dos torcedores. Ainda mais quando, com uma ou duas semanas de preparação, um time formata o calendário para o restante do ano em três ou quatro competições distintas. Enquanto decidirmos a temporada nos primórdios de janeiro e fevereiro, muitos técnicos ainda serão queimados.

O fim não justifica o meio

Não dá para aliviar a barra da diretoria atleticana só pela contratação do excelente Jorge Sampaoli. Tem tudo para voar, como voou com o medíocre Santos de 2019, mas a pose de Sérgio Sette Câmara com o argentino (numa foto publicada no perfil pessoal do cartola no Twitter, a exemplo do lendário Alexandre Kalil) não exime o presidente do Galo da falta de confiança num planejamento traçado anda no final do ano passado, ou mesmo a falta daquela paciência que levou o Corinthians, por exemplo, a manter Tite no comando mesmo com uma eliminação vexatória na pré-Libertadores de 2011.

 

Kalil peitou

Cabe lembrar que o Cuca, que comandou o Atlético na conquista da Libertadores de 2013, foi contestado em diversos momentos, inclusive nas vitórias. Quem não lembra do “Cucabol”, termo pejorativo utilizado por boa parte da imprensa e da torcida alvinegra para o estilo de jogo “meio-galo-doido” do treinador, que vá pesquisar. E mostra muito que Sette Câmara deve imitar Kalil, primeiramente, na gestão, e só depois passar a copiar um dos maiores cartolas de Belo Horizonte nas redes sociais.


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