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Regata São Silvestre fecha o ano com irreverência e bons ventos

Por Arquivo Geral 19/12/2016 5h40
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Rogério Sampaio
Especial para o Jornal de Brasília

O ano da vela foi definitivamente encerrado nesse domingo (18), com a realização da 14ª edição da Regata São Silvestre, corrida na Raia Sul do Lago Paranoá, com largada e chegada em frente à AABB, apoiadora do evento. Inspirada em sua homônima prova de rua, que ocorre em São Paulo, nos últimos dias do ano, a Regata São Silvestre também tem um caráter comemorativo e que já se tonou tradicional entre os velejadores brasilienses. Mas as semelhanças terminam por aí.

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Antônio Carlos de Jesus, o “desorganizador”

Segundo o “desorganizador” do evento, como gosta de se intitular Antônio Carlos de Jesus, o “Tio”, a ideia da regata surgiu, como não podia deixar de ser, em meio a uma cervejada pós-velejada, em um fim de tarde de domingo, e o pretexto era promover uma confraternização de fim de ano entre os velejadores, a exemplo da já citada corrida de rua e das peladas de fim de ano com jogadores fantasiados de mulheres.

“Na primeira edição foram apenas dois barcos, conta o Tio. “Com o passar dos anos as adesões foram crescendo, já tendo atingido a participação de mais de 20 barcos. Neste ano, contamos com 13 barcos na raia, com quase 70 tripulantes divididos em várias flotilhas da Classe de Veleiros de Oceano”, explicou.

A irreverência é a marca da regata que, ao contrário de todas as demais, tem a largada com o vento pela popa (por trás da embarcação), quando o comum é a largada contra o vento que facilita para que os barcos não larguem escapados.

“Assim como o Pacotão só desfila pela contramão, aqui largamos em sentido inverso. Mas que não se enganem os incautos. A largada com vento de popa requer uma grande perícia da tripulação, ainda mais em dias como o de hoje (domingo), com ventos variando entre 10 e 12 nós, com rajadas constantes (cada nó equivale a 1.5km/h)”, disse.

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Ainda no capítulo das irreverências, a regata atinge o seu paroxismo no quesito premiação. Além dos troféus de praxe, todos os barcos e as respectivas tripulações são premiados. Do melhor ao pior colocado, todos ganham troféus de frutas e hortaliças, como jaca, melancia, abacaxi, couve-flor e nabo. Deixe a sua imaginação voar com o vento.

Tatiana Cabral de Jesus, instrutora de vela, com seus alunos

A instrutora Tatiana Cabral de Jesus e seus alunos: nova geração da vela foi apresentada ao LAgo Paranoá

Nova geração

Antes da premiação da Regata São Silvestre, Tatiana Cabral de Jesus, instrutora de vela da AABB, apresentou os mais novos velejadores do Lago Paranoá, formados na escolinha de Optmist do Clube.

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“É com muito orgulho que apresento essa turminha, através dos quais a AABB busca retomar sua tradição em formar velejadores de qualidade. Queremos que eles tomem cada vez mais gosto pela prática da vela e que, futuramente, possam representar a AABB e Brasília em competições nacionais e internacionais”.








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