Você sabe quem foi Sócrates do Corinthians? Também conhecido como “Magrão” ou “Doutor”, um dos maiores meio-campistas da história foi um marco no futebol sendo lembrado até hoje por sua elegância em campo e sua inteligência fora dele — o que fez com que fosse um símbolo de luta e de mudança.
Seja você um fã de Sócrates, um apaixonado por futebol, alguém que deseja adquirir conhecimento para impressionar os amigos ou para se entreter em uma aposta esportiva, este post é para você! Nele, trazemos um pouco da história dessa lenda do futebol. Acompanhe!
Início da carreira
Sócrates nasceu em Belém do Pará em 19 de fevereiro de 1959. Seu pai, funcionário público federal, foi transferido para Ribeirão Preto quando ele ainda era pequeno. Foi no interior paulista, então, que ele cresceu junto dos seus cinco irmãos.
Aos 16 anos, Sócrates começou a jogar futebol no time juvenil do Botafogo de Ribeirão. Um ano depois, ingressou no curso de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). Conseguiu conciliar as duas atividades porque seu pai só o deixaria seguir a carreira de jogador se concluísse o curso universitário, o que aconteceu em 1977.
Carreira no Corinthians
Em 1978, Sócrates foi para o Corinthians e permaneceu no time pelos próximos 6 anos. O valor do contrato assinado fez com que o jogador fosse classificado como o mais caro do Brasil na época. Em 20 de agosto daquele ano, vestiu a camisa do time paulista pela primeira vez.
Em 297 jogos, fez 172 gols e ganhou três títulos: o Campeonato Paulista em 1979 e o bicampeonato em 1982 e 1983. Por conta de todos esses feitos, o jogador foi eleito como o “Melhor Jogador Sul-Americano” pelo Jornal El Mundo. Já a revista Placar o elegeu como “O Craque do Ano”.
O movimento Democracia Corinthiana
Logo em seus primeiros anos no Corinthians, o jogador mostrou ao que veio não somente dentro de campo. Inconformado com as amarras impostas pela ditadura, iniciou com seus companheiros de equipe Casagrande e Wladimir a construção de seu próprio sistema democrático: a Democracia Corinthiana.
Com o lema “Ganhar ou perder, mas sempre com democracia”, o movimento levou Sócrates e seus companheiros a lutarem também do lado de fora dos muros do Corinthians. Eles participaram de maneira ativa da campanha pela volta dos direitos civis dos brasileiros, que ficou conhecida na história como “Diretas Já”.
Ao lado de jornalistas, artistas e outros ativistas, os jogadores discursaram em palanques e estamparam nas camisas usadas nos jogos frases pela volta da democracia. Sócrates passou a comemorar seus gols com o punho erguido e cerrado, um símbolo da luta das classes trabalhadoras.
Seleção Brasileira
Sócrates estreou na Seleção Brasileira em 1979 em um amistoso contra o Paraguai no Maracanã. A equipe do Brasil venceu a partida por uma goleada de 6×0. Já o primeiro gol do jogador vestindo a camisa amarela ocorreu no amistoso contra o Uruguai.
Já em 1983, Sócrates foi convocado para a equipe da Seleção que conquistou o vice-campeonato da Copa América daquele ano. Em 1986, enquanto jogava no Flamengo, foi convocado para a equipe que iria disputar a Copa do Mundo no México, mesmo sem estar na sua melhor forma física.
Últimos anos como jogador
Os últimos anos da carreira de Sócrates como jogador foram marcados por passagens por diversos clubes e uma breve carreira no exterior. Após deixar o Corinthians em 1984, se transferiu para a Fiorentina, na Itália. A experiência no futebol italiano, no entanto, não foi tão bem-sucedida por questões de adaptação à vida no país e ao estilo de jogo.
Nos anos seguintes, retornou ao Brasil e teve passagens por times como Flamengo, Santos e novamente no Botafogo de Ribeirão Preto. Durante essa fase, enfrentou dificuldades físicas e de rendimento, o que fez com que a sua carreira começasse a declinar.
Carreira de técnico
Logo depois de encerrar a sua carreira como jogador, Sócrates se tornou técnico do Botafogo de Ribeirão Preto. No ano de 1996, também foi técnico da LDU, equipe do Equador, mas pediu demissão ao alegar falta de profissionalismo dos jogadores do time.
Em 1999, foi técnico da equipe carioca Cabofriense. O convite foi feito por um antigo companheiro de Seleção Brasileira, o jogador Leandro, e Sócrates decidiu aceitar.
Em junho de 2011, Sócrates recebeu um convite para treinar a Seleção Cubana. As negociações não foram para frente e, em dezembro daquele mesmo ano, o craque faleceu por complicações causadas pelo consumo excessivo de álcool.
Como você pôde perceber, o Sócrates do Corinthians teve um grande papel não somente no time paulista, mas na história do futebol como um todo! Agora que você já conhece um pouco mais da história do jogador, pode usar todo esse conhecimento para impressionar seus amigos ou para se entreter em uma bet online.