No último 9 de setembro, o técnico da seleção brasileira, Tite, anunciou os jogadores que gostaria de ter à sua disposição para os amistosos que seriam realizados na França nos dias 23 e 27 do mesmo mês, contra Gana e Tunísia.
Nessa que foi a penúltima convocação da Verde e Amarela antes da Copa do Mundo a ser realizada no Catar entre novembro e dezembro, uma das principais expectativas por parte da imprensa esportiva dizia respeito a quais (e quantos) atacantes seriam lembrados.
Ao todo, nada menos do que nove dos 26 atletas na lista eram homens de frente. Um deles era Pedro, do Flamengo, que nos últimos meses vem marcando gols com regularidade impressionante — sendo inclusive o artilheiro da Copa Libertadores.
Por isso, muitos acreditam que, apesar de sua pouca experiência com a seleção brasileira principal (fez apenas uma partida, há dois anos), Pedro deveria vestir a camisa 9 da Canarinho no próximo Mundial da FIFA. Mas, afinal, quem seriam os seus concorrentes?
Diferentes caminhos para o gol
Antes de qualquer coisa, convém lembrar que há diferentes tipos de atacantes. Grosso modo, podemos falar de três: aqueles que atuam mais pelos lados do campo (pontas), os que tanto criam quanto finalizam jogadas (pontas-de-lança) e aqueles que têm como principal função marcar gols (centroavantes). É neste último grupo que se encontra Pedro e, de acordo com o próprio Tite, outros três selecionáveis: Richarlison (Tottenham), Gabriel Jesus (Arsenal) e Matheus Cunha (Atlético de Madrid).
Uma forma simples de entender as chances de titularidade dos atacantes que devem participar de Catar 2022 é consultar as avaliações de prognosticadores profissionais. Diversas plataformas de apostas esportivas oferecem uma grande quantidade de informações relacionadas a eventos esportivos e áreas de conteúdo dinâmico. Nesses sites encontramos, entre outras coisas, cotações (ou “odds”, em inglês) relativas não só ao desempenho das seleções que disptarão essa competição (por exemplo, qual será a campeã), mas também a qual jogador terminará como artilheiro.
Candidatos brasileiros à artilharia do próximo Mundial
No caso do Brasil, o atleta mais bem cotado nos sites de apostas é Neymar. A princípio, isso pode soar um pouco inusitado, já que o atual camisa 10 do PSG está muito mais para um ponta-de-lança (ou um “falso 9”) do que para um típico “fazedor de gols”.
No entanto, a sua qualidade técnica — e, consequentemente, a sua importância para a seleção — é tamanha que, mesmo sem ser um típico centroavante, suas chances de ter uma média de pelo menos um gol por jogo na primeira Copa do Mundo em solo árabe não podem ser desprezadas.
Quanto aos quatro candidatos à camisa 9 da seleção mencionados, o único que nem mesmo aparece entre os cotados a artilheiro de Catar 2022 é Matheus Cunha (que vem sendo suplente no Atlético de Madrid). Já Pedro, Richarlison e Gabriel Jesus se encontram em condições parecidas nos prognósticos.
Tudo isso faz sentido se considerarmos que esses três últimos vivem uma ótima fase por seus respectivos clubes. Entretanto, apenas um terá a honra de ser o principal centroavante do Brasil no Catar, o que significa que Tite tem uma escolha difícil a fazer em muito pouco tempo.