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Nunca o Brasil secou tanto a Argentina como nesta final da Copa do Mundo

O futebol premiou quem mais jogou. A Espanha conquistou um título merecido, depois de dominar completamente a final

Marcondes Brito

19/07/2026 20h06

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AFP

Nunca o torcedor brasileiro secou tanto uma seleção quanto secou a Argentina na final desta Copa do Mundo. Durante 120 minutos, milhões de brasileiros acompanharam a partida com um envolvimento emocional que raramente se viu diante de uma decisão sem a presença da nossa Seleção.

Não era um título do Brasil, evidentemente. Nunca teria o mesmo sabor. Mas a vitória da Espanha foi comemorada por uma imensa parcela da torcida brasileira quase como um desabafo coletivo.

É verdade que existe uma minoria barulhenta que simpatiza com a Argentina, veste sua camisa e comemora suas conquistas. Mas ela está longe de representar o sentimento predominante. A esmagadora maioria dos brasileiros queria ver a taça escapar das mãos dos nossos maiores rivais.

Horas antes da partida, circulou nas redes sociais uma imagem de torcedores argentinos queimando a bandeira brasileira. É claro que um episódio isolado não representa um povo inteiro, mas não deixa de ser simbólico. Afinal, alguém consegue imaginar os argentinos torcendo pelo Brasil em uma final de Copa do Mundo?

Dentro de campo, a Espanha tratou de transformar a torcida brasileira em festa. Foi um domínio impressionante do primeiro ao último minuto. Os espanhóis controlaram a bola, sufocaram a Argentina e fizeram da final uma demonstração de superioridade técnica.

A posse de bola espanhola superou os 70%. A Argentina ficou próxima dos 30%, índice raríssimo para uma seleção que disputava o título mundial. Criticamos muito o Brasil porque teve apenas 34% de posse contra a Noruega. Na final, os argentinos tiveram ainda menos.

A Espanha terminou a partida com 25 finalizações. A Argentina, somando o tempo normal e a prorrogação, conseguiu finalizar uma única vez, já nos acréscimos da prorrogação. É um número quase inacreditável para uma equipe liderada por Lionel Messi.

Quem foi ao estádio ou parou diante da televisão esperando assistir ao duelo entre Messi e Lamine Yamal acabou vendo outro protagonista. Rodri foi o verdadeiro dono da decisão. O volante espanhol comandou o meio-campo, recuperou bolas, distribuiu passes e controlou o ritmo do jogo. Foi, sem qualquer dúvida, o melhor jogador em campo.

A Espanha já havia demonstrado sua força na semifinal, quando desbancou a França, considerada a grande favorita, com uma vitória por 2 a 0. Na final, foi ainda mais dominante.

O único responsável por manter a Argentina viva durante tanto tempo foi Emiliano Martínez. Dibu fez grandes defesas e adiou um desfecho que parecia inevitável.

Se essa decisão fosse para os pênaltis, poderia produzir uma das maiores injustiças da história das Copas. Dibu já havia sido o herói argentino na final de 2022, quando salvou um gol da França no último minuto da prorrogação e voltou a decidir nas penalidades.

Desta vez, porém, o futebol premiou quem mais jogou. A Espanha conquistou um título merecido, depois de dominar completamente a final.

E o Brasil, que passou 120 minutos secando a Argentina como nunca havia secado nenhuma outra seleção, comemorou a derrota dos rivais quase como se também tivesse alguma coisa a festejar.

Pós jogo

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O presidente Donald Trump estava no estádio e foi “homenageado” com uma vaia monumental de 80 mil pessoas.
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Clique AQUI e veja a briga dos jogadores após o apito final

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