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Medalha de ouro do Pan é de Brasília

Daniel Calil conta que, durante o período de isolamento social, continuou com a alimentação saudável, fez hits (exercícios intensos) em casa

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O lutador brasiliense de jiu-jitsu Daniel Calil, de 42 anos, voltou com o pé direito aos tatames, logo no dia do aniversário. O presente foi ser campeão em sua estreia no Pan-Americano da categoria peso pesado pela Federação Internacional de Jiu-Jitsu Brasileiro (IBJJF, na sigla em inglês), realizado entre os dias 8 e 11 de outubro de 2020, no Ginásio Silver Spurs, em Kissimmee, na Flórida (EUA).

Calil mora há dois anos com a família na Flórida, onde conquistou títulos no esporte. As medalhas vieram em eventos como o Florida State Championship, Orlando Open e Miami Open, por exemplo.

“Voltei aos treinos focado com a minha equipe Gracie Barra jiu-jitsu. O Pan coincidiu com o meu aniversário e era um sonho se realizando. Foram três lutas desafiadoras e três finalizações. Para os amantes da arte suave, é uma sensação indizível”, emociona-se.

Entre os faixas-preta da categoria, Calil venceu Arthur Ward Ruff com um relógio (estrangulamento) na primeira luta. Em seguida, o atleta master 3 estrangulou Raul Francisco Rimenes, e na final fez o campeão mundial da categoria, Walter “Cascão”, bater as mãos no tatame com um armlock (chave de braço). “O que posso dizer é que ele [Cascão] não teve como fugir, aquele era o meu dia.”

Realização de um sonho

Calil conta que, durante o período de isolamento social, continuou com a alimentação saudável, fez hits (exercícios intensos) em casa, e intensificou os treinos de jiu-jitsu.

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“Por isso, o resultado não poderia ter sido diferente. Entrei muito focado nas lutas. Esse é o meu primeiro Pan. É a realização de um sonho. Estou muito feliz e grato. Trabalhei muito o meu físico e meu emocional durante a pandemia. Não acho que atingi ainda o meu 100%. Acredito que atingi um objetivo e dobrarei a meta. Agora é focar no Pan-Americano IBJJF NOGi (sem kimono) em novembro, em Atlanta”, afirma o lutador.

Perguntado sobre como foi a sensação de lutar em um ginásio praticamente vazio, o brasiliense ressaltou o apoio da esposa durante o campeonato. “Foi estranho no primeiro dia, mas na hora da luta, quem tinha que estar ali fez o ginásio ecoar [os incentivos]. Eu só ouvia o grito da minha mulher, Julliana, e as orientações precisas da minha equipe”, brinca Calil.

Com a plateia reduzida e fronteiras bloqueadas, o torneio marcou o retorno das grandes competições da modalidade neste período de isolamento social por conta da pandemia.




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