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França e Bélgica se enfrentam nesta terça (10), em São Petersburgo

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A Copa do Mundo da Rússia conhece hoje o primeiro finalista. Seja a França ou a Bélgica a vencedora do confronto semifinal na Arena Zenit, em São Petersburgo, às 15h, uma equipe estará na decisão de domingo, em Moscou, com os mesmos atributos. Será a favorita ao título por ter passado por um caminho bem mais difícil no torneio e terá coroado um trabalho exemplar de formação de talentos e de construção de elenco.

Os dois países mostraram na Rússia um futebol ofensivo, de velocidade e, principalmente, com juventude. A França tem um dos grupos mais jovens da Copa, com média de idade de 26 anos, e como destaques os atacantes Mbappé, de 19, e Griezmann, de 27. A Bélgica, um pouco mais experiente (média de 27 anos), tem o melhor ataque da competição, com 14 gols, e o vice-artilheiro, Romelu Lukaku, de 25 anos e quatro gols marcados.

Esses jovens terão a chance de, nesta semifinal, deixarem o rótulo de promessas para igualarem o que apenas gerações históricas fizeram por seus países. Os franceses podem igualar a equipe comandada por Zinedine Zidane, que colocou a seleção em final de Eurocopa e em duas decisões de Copa. Os belgas sonham em obter o melhor resultado do País em um Mundial e ir além da semifinal, alcançada em 1986. “Nosso time é jovem, mas evoluiu nos últimos anos e cresceu neste torneio. Estamos prontos para ir além”, disse o técnico francês Didier Deschamps.

O meia belga Kevin de Bruyne, autor de um gol contra o Brasil, revelou ontem estar emocionado com a vaga na semifinal e relembrou que o momento é resultado de um trabalho de anos da seleção. “Eu penso que a Bélgica tem potencial. Estamos há sete ou oito anos jogando juntos. Talvez alguns jogadores não acreditassem que iríamos tão longe, mas agora podemos ir até o fim”, comentou.

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O caminho das duas equipes até a semifinal foi complicado e justifica o motivo de que o ganhador do jogo em São Petersburgo será o favorito no domingo. A França derrubou campeões como a Argentina, de Lionel Messi, e o Uruguai, de Luis Suárez, para chegar a esta etapa. A Bélgica superou a fama de amarelar ao conseguir a virada emocionante sobre o Japão (3 x 2), nos acréscimos, e derrotar o Brasil nas quartas de final.

Esses resultados não foram construídos de uma hora para outra. A França tem o mesmo treinador há seis anos e uma base que esteve junta na Copa de 2014 e no vice da Eurocopa, em 2016.

A Bélgica desfruta do trabalho de mais uma década para reformular as categorias de base do País, com a unificação de sistema de jogo no 4-3-3 para os garotos e da metodologia para captação de talentos.

O trabalho de organização nos países, a geração talentosa à disposição e os resultados obtidos na Copa fazem, portanto, do encontro uma espécie de final antecipada. França ou Bélgica serão o remanescente da chave do mata-mata onde estavam no início das oitavas quatro campeões mundiais e mais o atual campeão europeu, Portugal, liderado pelo melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo.

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Mudanças
As duas equipes devem passar por ajustes. Os franceses contam com o retorno do meia Matuidi, desfalque contra o Uruguai por estar suspenso. Tolisso deve sair do time. Na Bélgica, o lateral-direito Meunier está suspenso e abre espaço para a entrada do zagueiro Vermaelen.

Saiba Mais

Um dos principais personagens de França e Bélgica estará no banco de reservas. Campeão do torneio pelos Bleus em 1998, Thierry Henry será o auxiliar do técnico Roberto Martínez. O treinador da seleção belga afirmou que a chegada do ex-atacante deu uma mentalidade diferente aos seus jogadores e comissão técnica. “Acho que Henry, nos últimos dois anos, trouxe algo que não tivemos. Eu e meu estafe trabalhamos por 15 anos juntos. Temos uma metodologia clara de como trabalhar, mas não tínhamos experiência internacional, não temos know how em ganhar uma Copa. Henry trouxe isso. Deu aos jogadores o entendimento do que vão enfrentar, porque a Bélgica não tem alguém que tenha ganhado a copa”, disse
o treinador.


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