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É ouro: veja as imagens da conquista de Italo Ferreira

O surfista potiguar, de 27 anos, terminou a bateria decisiva com 15,14 pontos, contra 6,60 de Igarashi na praia de Tsurigasaki

O brasileiro Ítalo Ferreira conquistou a primeira medalha de ouro da história do surfe nas Olimpíada, ao derrotar o japonês Kanoa Igarashi na final dos Jogos de Tóquio. O surfista potiguar, de 27 anos, terminou a bateria decisiva com 15,14 pontos, contra 6,60 de Igarashi na praia de Tsurigasaki, que fica no município de Chiba, a 100 quilômetros da capital japonesa.

Veja as imagens da conquista:

 

O australiano Owen Wright levou o bronze, ao superar o outro brasileiro que estava na competição, Gabriel Medina, na decisão do terceiro lugar (11,97 a 11,77).

O surfe é um dos esportes incluídos no programa de Tóquio-2020 pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para tentar atrair uma audiência mais jovem.

E assim como no caso do skate (com as pratas de Kelvin Hoefler e Rayssa Leal na categoria street), a nova modalidade olímpica deu muitas alegrias ao Brasil.

Ítalo Ferreira confirmou a ótima fase (campeão mundial em 2019, segundo lugar no ranking mundial de 2021) e subiu ao lugar mais alto do pódio.

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“Eu vim com uma frase para o Japão: diz amém que o ouro vem. Eu treinei muito nos últimos meses, mas só tenho que agradecer a Deus por tudo. Meu intuito é ajudar as pessoas e as famílias”, declarou após a conquista à Rede Globo

“Eu queria que a minha avó estivesse viva para ver isso. Sou muito feliz pelo que me tornei, pelo que fiz pelos meus pais. Sempre pedi para que esse sonho fosse realizado e aconteceu”, completou o potiguar.

Na final, Ítalo levou um susto nos primeiros minutos: sua prancha quebrou e ele precisou trocar por uma peça reserva. Mas depois do problema, ele dominou completamente a decisão.

O ouro olímpico é mais uma conquista triunfal em uma carreira que começou com muitas dificuldades: Ítalo começou a domar as ondas usando como prancha uma tampa de isopor da caixa térmica onde seu pai guardava os peixes que vendia.

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Ainda no início, às vezes, seus primos emprestavam uma prancha para enfrentar o mar em Baía Formosa, cidade do Rio Grande do Norte, onde nasceu há 27 anos.

“Um dia um primo me deu uma prancha quebrada, mas era suficiente e melhor do que isopor. Aí meu pai me comprou uma prancha, ele pagou com um peixe e o resto em dinheiro. A partir daí comecei a surfar um pouco mais”, lembrou o surfista em entrevista virtual à AFP de sua casa em sua cidade natal, antes da viagem para o Japão.

O Brasil teve chances de conquistar outra medalha na primeira disputa da história do surfe olímpico, mas Gabriel Medina (campeão mundial em 2014 e 2018, atual líder do ranking mundial) foi derrotado nos últimos minutos das semifinais pelo japonês Igarashi. Na disputa do bronze, ele perdeu por apenas 0,20 ponto para o australiano Owen Wright.

A medalha de Ítalo é a quinta do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Além das pratas do skate, o país conquistou dois bronzes, um no judô (Daniel Cargnin na categoria até 66 kg) e outro na natação (Fernando Scheffer nos 200 metros livre).

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