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Coronavírus não para o Candangão

Em reunião na manhã de ontem na sede da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), dirigentes dos clubes decidiram pela antecipação da última rodada

Pedro Marra

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Campeonato Paulista, Carioca, Gaúcho e Mineiro são um dos principais estaduais do país que já foram paralisados devido à pandemia do coronavírus. Mas não é o que ocorre no DF com o Candangão-2020 até o momento.

Em reunião na manhã de ontem na sede da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), dirigentes dos clubes decidiram que a última rodada do torneio regional, que seria no sábado, foi antecipada para hoje. Entretanto, a partida atrasada da 10ª e penúltima rodada entre Gama x Real Brasília, que era para ocorrer ontem, foi adiada para o próximo sábado, às 15h30, no estádio Bezerrão. “Estou na CBF em reunião com as demais federações. Estamos conversando com o secretário de Saúde todos os dias para acompanhar a situação. Se for necessário vamos parar (o Candangão) sim. Mas vamos paralisar também, pode ser até no final de semana. Teve reunião ontem com os 12 clubes, e eles que definiram terminar pelo menos a primeira fase”, afirma o presidente da Federação, Daniel Vasconcellos.

Mesmo assim, o contato físico ainda é uma forma de contágio da doença, na opinião de Romarinho, atacante do Brasiliense. “Na hora do jogo já é bem mais complicado para tomar algum tipo de cuidado porque futebol é um esporte de contato. Acho que nem dá para tomar algum tipo de cuidado. Nós jogadores estamos sem nos tocar, ou às vezes tocando com os cotovelos. Questão de saúde a gente não discute”, opina o jogador do Jacaré.

Segundo a presidente do Brasiliense, Luiza Estevão, o clube oferece formas de prevenção aos funcionários. “Álcool em gel, temos até no vestiário dos jogos, eu mesma entreguei. E também na entrada e saída do ônibus, no CT, academia e maquinário. Na minha opinião, (o Candangão) tinha que parar sim porque é uma questão de saúde pública. Há um certo a se fazer, e está demorando”, comenta a dirigente do time amarelo.

Presidente do Gama, Weber Magalhães reconhece a situação de risco da doença mas aguarda um comunicado da Federação de Futebol do DF sobre uma possível paralisação do Candangão. “Sabemos do momento preocupante, e aguardamos um posicionamento da Federação caso venha a ocorrer uma paralisação. Pelo menos não teremos mais as equipes que foram rebaixadas e não se classificaram para a fase mata-mata da competição. A tendência geral é que os campeonatos devem paralisar, seria melhor”, diz o presidente.

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O técnico do Gama, Vilson Taddei, acredita que a federação teve o tempo necessário para tomar uma decisão. “Sabemos que o contágio é uma coisa que pode acontecer, e o futebol tem contato. Espero que o Candangão seja paralisado para que todo mundo possa ficar nas suas residências”, diz o treinador.


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