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Brasília Basquete recebe lanterna do NBB nesta quinta

Matheus Garzon
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Em busca de espantar de vez qualquer perigo de rebaixamento e se firmar na zona de classificação para a fase de mata-mata do Novo Basquete Brasil (NBB), o Brasília Basquete enfrenta o Joinville nesta quinta, às 20h, no ginásio da Asceb. Há duas semanas sem jogar por conta da Data FIBA (semanas reservadas para jogos das seleções ao redor do mundo), os candangos afirmam ter ajustado detalhes e se dizem prontos para encarar o atual lanterna do torneio.

São, ao todo, 13 dias desde a vitória em casa sobre o São José (81 x 73). Apesar do bom resultado recente em seus domínios, o time do técnico André Germano tem saldo negativo no mês de fevereiro. Foram duas derrotas (contra Basquete Cearense e Franca) nas três partidas disputadas.

Para fazer com que o time repita a boa impressão deixada no último jogo, o comandante brasiliense afirma que muito trabalho foi desenvolvido neste tempo. “Focamos muito a situação defensiva e de contra-ataque. Contra o São José, conseguimos 19 pontos de contra-golpe, sendo que nossa média vinha sendo de oito. Foi um número muito bom”, avalia.

Um dos pontos mais trabalhados neste tempo foi o desempenho que a equipe tem apresentado no último quarto. As partidas contra Mogi e Basquete Cearense, neste ano, em casa, foram a prova de que a falta de atenção nos 10 minutos finais de jogo podem custar caro. Em ambos os casos, o Brasília liderava o marcador e deixou o adversário virar. “Estamos treinando a saída de bola nessa situação de final de jogo, quando há mais pressão. O problema é que conseguimos sair dessa pressão, mas não convertemos os ataques”, diz o treinador.

Nezinho, experiente armador e capitão do time brasiliense, concorda com o comandante. “Já estamos marcando melhor e tendo mais intensidade. O que não podemos é deixar a vitória em risco, igual vem acontecendo. São vantagens de 12, 13 pontos que não dá para deixar empatar”, afirma o jogador.

Mesmo com tantos dias, André lamentou a impossibilidade de treinar com o time completo. “O Graterol (ala-pivô) esteve com a Venezuela, o Zach (Graham, ala-armador norte-americano) precisou de alguns dias para se recuperar… E ainda temos a indefinição do Ronald se joga ou não joga. Mesmo assim a equipe teve muita intensidade e tudo foi muito produtivo”, analisa Germano.

Péssima fase
Se por um lado o Brasília Basquete conseguiu entrar na zona do playoffs depois de vencer o São José na última partida, o Joinville vive uma seca que já dura mais de três meses. A equipe catarinense não sabe o que é vencer desde 13 de novembro do ano passado. São 13 derrotas consecutivas que empurraram o time do oitavo lugar para a lanterna da competição.

André Germano, no entanto, não quer nem saber da má fase do adversário e destaca as virtudes do Joinville. “É uma equipe perigosa. Não estão com bons resultados, mas alguns têm sido apertados. Precisamos de entrar firme desde o começo para não deixar que o Vezaro (ala-armador dos visitantes) e os dois americanos (o armador Ahmad Starks e o ala-armador Anton Cook) façam a diferença”, pondera o técnico.

 

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