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Atleta ugandesa Rebecca Cheptegei continua em estado crítico

Cheptegei tem queimaduras em 80% do corpo e os médicos estão fazendo todo o possível para salvar sua vida, segundo um dos diretores do hospital, Owen Menach

Redação Jornal de Brasília

04/09/2024 13h39

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Foto: Ferenc ISZA / AFP

A maratonista ugandesa Rebecca Cheptegei continua lutando pela vida nesta quarta-feira (4), após ter sido queimada em sua casa por um homem identificado inicialmente pela polícia como seu namorado.

Poucas semanas depois de participar dos Jogos Olímpicos de Paris, um atleta de 33 anos se encontra em estado crítico no Moi Teaching and Referral Hospital (MTRH), na cidade de Eldoret, no Quênia, após o ataque de domingo.

Cheptegei tem queimaduras em 80% do corpo e os médicos estão fazendo todo o possível para salvar sua vida, segundo um dos diretores do hospital, Owen Menach.

A polícia informou que um homem identificado como Dickson Ndiema Marangach jogou gasolina em Cheptegei, após invadir sua casa enquanto ela não estava, em Endebess, no condado de Trans-Nzoia, e atou fogo na atleta.

Não houve atualização do hospital sobre o quadro de Cheptegei nesta quarta-feira. No entanto, uma fonte médica que conversou com a AFP sob anonimato, já que não tem autorização para falar com a imprensa, afirmou que o seu estado havia piorado.

Peter Tum, funcionário do alto escalão do Ministério dos Esportes queniano, disse nesta quarta-feira que os governos de Uganda e Quênia estão acompanhando sua condição.

“Estamos realizando os esforços necessários para que o atleta seja limitado de avião a Nairóbi para um tratamento especializado”, declarou Tum na entrevista coletiva de apresentação da maratona de Nairóbi, sem dar detalhes sobre esse traslado possível e estado de saúde de Cheptegei.

Cheptegei terminou a maratona dos Jogos Olímpicos de Paris-2024 na 44ª posição.

– Grito de socorro –

A atleta vivia com sua irmã e suas duas filhas em uma casa construída na localidade de Endebess, a 25 quilômetros da fronteira com Uganda, onde ela treinava com seu pai.

O jornal queniano ‘The Standard’ informou que as filhas de Cheptegei, de nove e 11 anos, testemunharam o ataque contra a mãe.

“Ele me deu um tapa quando eu tentei correr para ajudar minha mãe”, afirmou uma delas.

“Gritei imediatamente pedindo socorro. Um vizinho tentou apagar o fogo com água, mas não foi possível”, contou a menina, cujo nome não foi publicado pelo jornal.

Marangach também foi ferido no ataque e tem queimaduras em 30% do corpo.

– Dúvidas sobre relação com agressor –

A relação exata entre o atleta e o suspeito não é clara. O relatório da polícia o acordo inicialmente como o namorado da vítima e os relatos como um “casal que tinha constantes discussões familiares”.

Por sua vez, o pai de Rebecca Cheptegei afirmou que sua filha “tinha uma amizade com este homem, mas que depois tiveram suas divergências, ele teve uma retrospectiva de viver com sua mulher”.

O caso de Cheptegei ocorre dois anos depois que uma atleta nascida no Quênia Damaris Mutua foi encontrada morta em Iten, um polo mundialmente conhecido no mundo do atletismo que fica no Vale do Rift. Suspeita-se que seu companheiro tenha sorte matado.

Em 2021, a atleta queniana Agnes Tirop, de 25 anos, morreu depois de ter sido esfaqueada em sua casa em Iten. Seu ex-marido está sendo julgado por assassinato. Ele negou as acusações.

Os últimos dados publicados pelo Escritório Nacional de Estatística do Quênia, em janeiro de 2023, apontam que 34% das mulheres no país sofreram algum tipo de violência física a partir dos 15 anos.

© Agence France-Presse

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