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Alunos da rede pública competem em etapa distrital das Paralimpíadas Escolares 2025

Competição no Centro Olímpico da UnB reuniu jovens talentos em busca de vaga na fase nacional

Redação Jornal de Brasília

11/08/2025 17h37

Foto: Jotta Casttro/SEEDF

Foto: Jotta Casttro/SEEDF

Com garra e dedicação, estudantes paratletas da rede pública do Distrito Federal participaram, no sábado (9), da etapa distrital do Meeting Paralímpico, seletiva que define os representantes locais para as Paralimpíadas Escolares 2025. A disputa, realizada no Centro Olímpico da Universidade de Brasília (UnB), é o primeiro passo para chegar à fase nacional, marcada para 17 a 29 de novembro, em São Paulo.

O evento, promovido anualmente, reúne atletas de todas as unidades da Federação em modalidades como bocha, natação, tênis de mesa, badminton e atletismo — este último com provas de lançamentos, arremessos e corridas de diferentes distâncias, além de disputas para cadeirantes e atletas da classe Petra, que utilizam triciclo adaptado.

O técnico de atletismo da Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe), Halley Pereira, destacou que a competição vai além da inclusão. “É um evento que reconhece a habilidade e valoriza o talento de cada um. Participam alunos com paralisia cerebral, deficiências intelectuais, visuais e diversas outras condições”, afirmou.

Histórias de superação e conquistas

Entre os destaques, o paratleta Iarley Félix, 14 anos, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 28 de Ceilândia, conquistou duas medalhas de prata — no arremesso de peso e no lançamento de dardo — e uma de ouro no lançamento de disco. Com paralisia cerebral, ele já participou por dois anos da etapa nacional e aguarda a convocação para representar novamente o DF. “Quero competir bem e trazer mais medalhas para casa”, disse.

Outra promessa é Ana Júlia Teixeira Alves, 13 anos, aluna do CEF 07 da Asa Norte, que já acumula 15 medalhas no atletismo e busca a terceira participação na fase nacional. Com paralisia cerebral, ela recebe acompanhamento desde os 30 dias de vida no Hospital Sarah, onde conheceu o esporte. “A Júlia é muito feliz, esforçada e dedicada. Os resultados dela são motivo de orgulho para todos nós”, afirmou a mãe, Rosânia Teixeira Campos, acompanhada do pai, Paulo Henrique, durante a seletiva.

No Centro de Ensino Médio (CEM) 01 de São Sebastião, Juliana Gomes Ferreira, 17 anos, soma 51 medalhas no atletismo e três participações na etapa nacional. Ela começou a competir aos 14 anos, após a perda do pai, e transformou a corrida em paixão. “Na minha primeira competição, ganhei duas medalhas de ouro e percebi que queria levar o esporte para a vida”, contou.

A amizade também marca as competições. Vitória de Souza, 14 anos, do 5º ano, já acumula 20 medalhas no atletismo e divide pódios e treinos com Juliana. “Eu ia fazer balé, mas acabei no atletismo e amei. Já viajei muito para competir, mas o que mais gosto é de ganhar medalha e fazer amigos”, disse.

Com resultados expressivos e histórias inspiradoras, os jovens paratletas do DF mostram que talento, esforço e apoio familiar são ingredientes essenciais para alcançar o pódio e representar a capital federal no cenário esportivo nacional.

Com informações da Secretaria de Educação

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