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Saúde

Arritmias cardíacas podem levar à morte súbita

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Todos nós já sentimos o coração bater mais forte ao menos uma vez na vida. Isso acontece com frequência quando recebemos uma ótima notícia ou somos surpreendidos por um fato não tão agradável. Porém, alterações no ritmo cardíaco nem sempre são normais. Elas podem indicar que algo não está bem.

 Dr. Joubert Mosquéra, cardiologista do Hospital do Coração do Brasil, em Brasília, explica que estes descompassos, mais conhecidos como arritimas, podem indicar problemas cardiovasculares e aumentar as chances de morte súbita.

Confira alguns esclarecimentos do cardiologista sobre o assunto:

– Qual o ritmo adequado do coração?

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“A frequência cardíaca normal em repouso é de 60 a 100 batimentos por minuto (bpm). Isto varia bastante de acordo com a idade, que também é um fator determinante para calcular a frequência máxima de cada pessoa. A conta é simples, basta subtrair a sua idade de 220. Uma pessoa de 20 anos, por exemplo, tem a frequência máxima de 200 bpm. Frequências mais baixas ou mais altas podem ser consideradas normais, dependendo da idade e da condição física do paciente”, esclarece o especialista.

– O que provoca as arritmias?

“Arritmia é um distúrbio do ritmo do coração. Ela acontece de duas formas: quando a frequência cardíaca está mais baixa que o normal (bradicardias) ou quando o ritmo é irregular e a frequência muito alta (taquicardia). Este problema pode ser causado por doença de chagas, infarto do miocárdio, inflamações do coração, uso de medicações, descongestionantes nasais ou suplementos alimentares. O descompasso também pode ter causas genéticas, por isso, quem tem histórico familiar de arritmia deve ter atenção redobrada com a saúde do coração”, afirma Dr. Joubert Mosquéra.

– Quais os sintomas do problema?

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“A maioria das arritmias é benigna e, muitas vezes, assintomáticas. Porém, há casos em que este problema se manifesta por meio de palpitações, tonturas, desmaios, falta de ar e dores no peito. Dentre estes, o mais preocupante é o desmaio, pois acredita-se que um paciente que desmaia por arritmia tem mais risco de sofrer morte súbita”, ressalta o cardiologista.

TRATAMENTO

Dr. Joubert ressalta que, muitas vezes, a suspensão do uso de algumas medicações ou produtos pode solucionar este problema. “Quem usa suplementos alimentares, medicamentos para emagrecer, ou toma muitos copos de café por dia está mais suscetível às arritmias. O consumo excessivo de álcool também pode causar o descompasso”, afirma. “Porém, em casos mais graves, o cardiologista pode prescrever medicações antiarrítmicas, ou sugerir o implante de um marca-passo. Tudo depende do caso específico de cada paciente”, conclui.




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