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Violonista virtuose

Arquivo Geral

01/12/2005 0h00

Aos 25 anos e reconhecido por público e crítica como virtuose, o violonista gaúcho Yamandú Costa está em Brasília para dois shows: o primeiro, hoje, às 21h, ao lado do violeiro Roberto Corrêa, no Teatro Plínio Marcos. O segundo, amanhã, também às 21h, no Centro Cultural Sesi em Taguatinga, acompanhado pelo grupo brasiliense Duo Bosco Oliveira.

“Será uma mistura de meus shows solo com temas novos”, adianta Yamandú, que promete tocar faixas do álbum El Negro del Blanco, lançado no ano passado, em parceria com o clarinetista Paulo Moura. O CD reúne temas de compositores da Argentina, Venezuela, Cuba, Chile e Brasil. “Os temas latino-americanos foram apresentados por mim ao Paulo e ele foi escolhendo o que queria gravar. Já o lado brasileiro foi quase todo sugerido por ele”, explica.

El Negro del Blanco reúne choro, samba, frevo, tango, milonga e habanera. “Pela minha formação, é absolutamente natural misturar ritmos fronteiriços com o choro”, afirma. Um dos destaques do álbum é a canção cubana El Camino de la Vereda, famosa por fazer parte da trilha do filme Buena Vista Social Club.

Yamandú deve apresentar também faixas do novo DVD, que acaba de gravar no Japão e que será lançado por lá este mês. “Estou muito satisfeito com o resultado. O som ficou ótimo”, conta. Segundo o músico, as canções foram selecionadas especialmente para o público oriental. “Apesar de ser um disco bem brasileiro, a sonoridade é diferente”. Ao lado do duo paulista Eduardo Ribeiro (bateria) e Thiago do Espírito Santo (baixo), o violonista e compositor gravou canções como Manhã de Carnaval, de Luís Bonfá e Antônio Maria, e algumas de Michel Legrand.

naturalComo ele mesmo diz, a música corre nas veias de Yamandú Costa: “É algo orgânico, natural”. Aos 7 anos, o gaúcho de Passo Fundo estudava violão com o pai, o músico Algacir Costa, do grupo Os Fronteiriços. Aos 15, guardou na gaveta os discos de compositores gaúchos, argentinos e uruguaios e passou a ouvir Baden Powell, Tom Jobim e Raphael Rabello. Já na primeira apresentação fora dos pampas, em 1997, em São Paulo, foi aclamado pelo público e pela crítica como um virtuose do violão.

Hoje, Yamandú ressalta que o sucesso do qual a música instrumental brasileira desfruta no mundo se deve a nomes como Hamilton de Holanda, Rogério Caetano e o companheiro de palco Roberto Corrêa, que realiza importantes pesquisas sobre as raízes da música brasileira. “O trabalho de Roberto é fundamental para reforçar nossa brasilidade e a vontade de o Brasil conhecer o Brasil”, opina.

No ano que vem, o violonista deve lançar, com o duo Guto Wirti (baixo acústico) e Nicolas K. (violinista), o quinto disco da carreira, ainda sem título.

Serviço

Yamandú Costa e Roberto Corrêa – Hoje, às 21h, no Teatro Plínio Marcos, do Complexo Cultural da Funarte (Eixo Monumental). Ingressos a R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia-entrada). Mais informações: 3226-1132.

Yamandú Costa e Duo Bosco Oliveira – Amanhã, às 21h, no Centro Cultural Sesi, em Taguatinga. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Mais informações: 3354-4040.

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    Violonista virtuose

    Arquivo Geral

    01/12/2005 0h00

    Aos 25 anos e reconhecido por público e crítica como virtuose, o violonista gaúcho Yamandú Costa está em Brasília para dois shows: o primeiro, hoje, às 21h, ao lado do violeiro Roberto Corrêa, no Teatro Plínio Marcos. O segundo, amanhã, também às 21h, no Centro Cultural Sesi em Taguatinga, acompanhado pelo grupo brasiliense Duo Bosco Oliveira.

    “Será uma mistura de meus shows solo com temas novos”, adianta Yamandú, que promete tocar faixas do álbum El Negro del Blanco, lançado no ano passado, em parceria com o clarinetista Paulo Moura. O CD reúne temas de compositores da Argentina, Venezuela, Cuba, Chile e Brasil. “Os temas latino-americanos foram apresentados por mim ao Paulo e ele foi escolhendo o que queria gravar. Já o lado brasileiro foi quase todo sugerido por ele”, explica.

    El Negro del Blanco reúne choro, samba, frevo, tango, milonga e habanera. “Pela minha formação, é absolutamente natural misturar ritmos fronteiriços com o choro”, afirma. Um dos destaques do álbum é a canção cubana El Camino de la Vereda, famosa por fazer parte da trilha do filme Buena Vista Social Club.

    Yamandú deve apresentar também faixas do novo DVD, que acaba de gravar no Japão e que será lançado por lá este mês. “Estou muito satisfeito com o resultado. O som ficou ótimo”, conta. Segundo o músico, as canções foram selecionadas especialmente para o público oriental. “Apesar de ser um disco bem brasileiro, a sonoridade é diferente”. Ao lado do duo paulista Eduardo Ribeiro (bateria) e Thiago do Espírito Santo (baixo), o violonista e compositor gravou canções como Manhã de Carnaval, de Luís Bonfá e Antônio Maria, e algumas de Michel Legrand.

    naturalComo ele mesmo diz, a música corre nas veias de Yamandú Costa: “É algo orgânico, natural”. Aos 7 anos, o gaúcho de Passo Fundo estudava violão com o pai, o músico Algacir Costa, do grupo Os Fronteiriços. Aos 15, guardou na gaveta os discos de compositores gaúchos, argentinos e uruguaios e passou a ouvir Baden Powell, Tom Jobim e Raphael Rabello. Já na primeira apresentação fora dos pampas, em 1997, em São Paulo, foi aclamado pelo público e pela crítica como um virtuose do violão.

    Hoje, Yamandú ressalta que o sucesso do qual a música instrumental brasileira desfruta no mundo se deve a nomes como Hamilton de Holanda, Rogério Caetano e o companheiro de palco Roberto Corrêa, que realiza importantes pesquisas sobre as raízes da música brasileira. “O trabalho de Roberto é fundamental para reforçar nossa brasilidade e a vontade de o Brasil conhecer o Brasil”, opina.

    No ano que vem, o violonista deve lançar, com o duo Guto Wirti (baixo acústico) e Nicolas K. (violinista), o quinto disco da carreira, ainda sem título.

    Serviço

    Yamandú Costa e Roberto Corrêa – Hoje, às 21h, no Teatro Plínio Marcos, do Complexo Cultural da Funarte (Eixo Monumental). Ingressos a R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia-entrada). Mais informações: 3226-1132.

    Yamandú Costa e Duo Bosco Oliveira – Amanhã, às 21h, no Centro Cultural Sesi, em Taguatinga. Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Mais informações: 3354-4040.

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