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Vida rupestre em livro

Arquivo Geral

12/11/2003 0h00

Na década de 80, Anne Marie Pessis integrou uma expedição franco-brasileira para explorar uma região desconhecida no sudeste do estado do Piauí, onde hoje está o Parque Nacional Serra da Capivara com seus 130 mil hectares de extensão tombados pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Durante essa viagem Anne Marie, brasileira filha de franceses, conheceu a Serra da Capivara com toda a sua importância arqueológica e ecológica. As pesquisas lideradas por ela desde aquela época renderam o livro Imagens da Pré-História, com 307 páginas, que será lançado hoje, no Café Daniel Briand (104 Norte), a partir das 19h. A obra foi produzida pela Fundação Museu do Homem Americano e tem apoio da Petrobras.

Dividido em cinco capítulos, o livro trata das descobertas iconográficas de 50 mil anos e dos encantos naturais da região, passando por aspectos ecológicos e ambientais. Convivem em uma mesma obra inscrições na Toca do Pitombi, o tamanduá-mirim e a planta nativa rabo-de-raposa.

Apesar de ser ilustrado por muitas e belíssimas fotos, Imagens da Pré-História é, antes de tudo, um estudo de Anne Marie no qual cada palavra escrita é fruto de muitos e longos minutos de reflexão. O resultado bilingüe (português e francês) é um texto denso e bem explicativo sobre a área com maior concentração de sítios arqueológicos e de desenhos rupestres do continente americano.

A obra representa um esforço inovador da autora em contribuir na compreensão do imaginário visual da sociedade indígena brasileira de uma maneira nunca feita antes, pois o livro foge à tradicional visão das inscrições pré-históricas pela história da arte, identificando os códigos de comunicação representativos de mitos e rituais. Dessa maneira, o livro acaba mostrando que há vestígios de ocupação humana na região datados de aproximadamente 50 mil anos.

Uma das constatações mais importantes do livro foi a utilização de diferentes traços na região, o que indica a presença de várias etnias. A que mais apareceu foi a Tradição Nordeste, que acaba ganhando um capítulo na obra. Essa tradição se caracteriza por apresentar traços pequenos, porém precisos. Os desenhos são tão nítidos que permitem a identificação do objeto retratado sem nenhuma dúvida.

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    12/11/2003 0h00

    Na década de 80, Anne Marie Pessis integrou uma expedição franco-brasileira para explorar uma região desconhecida no sudeste do estado do Piauí, onde hoje está o Parque Nacional Serra da Capivara com seus 130 mil hectares de extensão tombados pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.

    Durante essa viagem Anne Marie, brasileira filha de franceses, conheceu a Serra da Capivara com toda a sua importância arqueológica e ecológica. As pesquisas lideradas por ela desde aquela época renderam o livro Imagens da Pré-História, com 307 páginas, que será lançado hoje, no Café Daniel Briand (104 Norte), a partir das 19h. A obra foi produzida pela Fundação Museu do Homem Americano e tem apoio da Petrobras.

    Dividido em cinco capítulos, o livro trata das descobertas iconográficas de 50 mil anos e dos encantos naturais da região, passando por aspectos ecológicos e ambientais. Convivem em uma mesma obra inscrições na Toca do Pitombi, o tamanduá-mirim e a planta nativa rabo-de-raposa.

    Apesar de ser ilustrado por muitas e belíssimas fotos, Imagens da Pré-História é, antes de tudo, um estudo de Anne Marie no qual cada palavra escrita é fruto de muitos e longos minutos de reflexão. O resultado bilingüe (português e francês) é um texto denso e bem explicativo sobre a área com maior concentração de sítios arqueológicos e de desenhos rupestres do continente americano.

    A obra representa um esforço inovador da autora em contribuir na compreensão do imaginário visual da sociedade indígena brasileira de uma maneira nunca feita antes, pois o livro foge à tradicional visão das inscrições pré-históricas pela história da arte, identificando os códigos de comunicação representativos de mitos e rituais. Dessa maneira, o livro acaba mostrando que há vestígios de ocupação humana na região datados de aproximadamente 50 mil anos.

    Uma das constatações mais importantes do livro foi a utilização de diferentes traços na região, o que indica a presença de várias etnias. A que mais apareceu foi a Tradição Nordeste, que acaba ganhando um capítulo na obra. Essa tradição se caracteriza por apresentar traços pequenos, porém precisos. Os desenhos são tão nítidos que permitem a identificação do objeto retratado sem nenhuma dúvida.

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