Um estudo divulgado nos Estados Unidos mostrou resultados promissores de um novo medicamento para disfunção sexual feminina. O chamado Viagra feminino – um emplastro de testosterona batizado de Intrinsa e produzido pela companhia Procter & Gamble – demonstrou um aumento significativo do desejo sexual de mulheres que tiveram os ovários removidos. De acordo com o estudo, apresentado ontem durante o encontro da Sociedade Americana de Endocrinologia, em Nova Orleans, as 533 voluntárias que receberam o medicamento durante 24 semanas relataram um aumento de 51% na freqüência da atividade sexual satisfatória. Além disso, 49% tiveram aumento do desejo sexual. A taxa de resposta foi menor do que em testes anteriores, mas os pesquisadores disseram que os dados já são estatisticamente significativos. Embora a companhia se recuse a discutir quando vai submeter a nova droga à análise da FDA (órgão regulador de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos), a porta-voz da companhia, Mary Johnson, disse que espera ter o Intrinsa disponível no mercado sob prescrição médica no próximo ano. Segundo Johnson, a Procter & Gamble está no estágio final de mais dois grandes testes clínicos com mulheres que não passaram por cirurgias de remoção dos ovários.