De acordo com o médico oftalmologista Jorge Wilson Nogueira Neves, a observação da saúde dos olhos da criança deve começar desde o berço. “No primeiro ano de vida, o pediatra (que deve ser visitado mensalmente) é o principal responsável por reconhecer problemas como vermelhidão ou desalinhamento dos olhos, lacrimejamento persistente etc”, explica.
De um a quatro anos, cabe principalmente à mãe perceber possíveis alterações, entre elas o desvio dos olhos, estrabismo e dificuldades de visão. No caso de se constatar algum desses problemas, a criança deve ser levada ao oftalmologista.
A partir dos 4 anos de idade, quando geralmente a criança vai para a escola, a maioria dos problemas de visão é percebida, muitas vezes pelos próprios professores. Por isso, são importantes os programas de atendimento oftalmológico das escolas públicas e também a exigência de um atestado oftalmológico feita por muitas escolas particulares. Jorge Wilson observa que os problemas de visão estão diretamente relacionados a dificuldades de aprendizado, relacionamento e de atenção.
Também é importante saber que a Ambliopia, problema de visão conhecido como olho preguiçoso, pode ser curada até os 9 anos de idade, com o famoso tapa-olho usado pelas crianças. Mas, sem o diagnóstico precoce, o tratamento se torna mais complicado e pode exigir o uso de óculos para o resto da vida.
Ao contrário do que se pensa, há problemas de visão que surgem durante a adolescência. A miopia (dificuldade de ver de longe) é o principal deles. Por isso, é muito importante que os adolescentes fiquem atentos à dor de cabeça, vista cansada e outros sintomas.
Os mais jovens que têm o hábito de tomar muito sol ou ficar tempo demais em frente ao computador também podem ser afetados. Por isso, cuidados como dar intervalos em frente à tela e usar óculos escuros de boa qualidade (com proteção contra os raios ultravioleta do sol) são fundamentais.
Segundo o médico oftalmologista Jorge Wilson Nogueira Neves, outro cuidado que os adolescentes devem ter é o de fazer exames periódicos de visão, “pois, nesta fase da vida, há uma mudança muito rápida nas deficiências visuais, que exigem, por exemplo, alterações freqüentes no grau dos óculos ou das lentes de contato”.
Adultos O oftalmologista Jorge Neves explica que, por volta dos 40 anos de idade, todas as pessoas começam a sofrer de um mesmo problema, que é o endurecimento de uma lente interna do olho chamada cristalino. O tratamento para isso é o uso de óculos diferentes para ver de longe e de perto e, em alguns casos, de colírios específicos – ambos indicados somente pelo médico.
Mas, além do endurecimento do cristalino, outros problemas podem surgir com a idade. A catarata e o glaucoma são os mais comuns. Entenda o que são essas doenças no quadro ao lado.