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Vale pelas gags de Jim Carrey

Arquivo Geral

20/01/2006 0h00

É bom ver qualquer coisa que acuse nos créditos iniciais o nome de Jim Carrey. O comediante não participou apenas de filmes ótimos – aliás, uma parte deles é questionável, como Cine Majestic ou Batman Eternamente –, mas a sua presença, necessariamente, reserva surpresas para o espectador. E isso é saudável para o cinema, especialmente em comédia, principal ofício deste astro canadense que cruzou como cometa o céu de Hollywood a partir de meados dos 90.
Carrey é, mais uma vez, o melhor motivo para voltar ao cinema neste fim de semana, quando começa a ser exibido o divertido As Loucuras de Dick e Jane, remake do não muito melhor Adivinhe Quem Vem Para Roubar (originalmente estrelado por George Segall e Jane Fonda, em 1977).
Da mesma forma que refilmagens carregam o carma de difícil superação em relação ao original – devido ao fator ineditismo –, podem trazer algum enriquecimento à idéia original que, havemos de convir, não é tarefa tão árdua assim. Ainda mais se considerado o fato de o filme de Ted Kotcheff, rodado nos anos 70, já ser uma adaptação para o romance de Gerald Gaiser.
Neste momento, entra Jim Carrey – outro qualquer poderia ter afundado a produção fragilizada pelo elemento da previsibilidade –, com suas gags, que reduzem a hilaridade do filme a breves espetáculos-solo de pantomima ou histeria do rei da comédia. Impagável. OK, não se pode dizer que Carrey reina soberano na indústria de comédia de Hollywood. Seu brilho chegou a ser ofuscado, por ora, pela ascendência do não menos exagerado Will Ferrell (A Feiticeira e Os Produtores) e do hilário Steve Carrell (O Virgem de 40 Anos).
O filme não é ruim. A condução da trama é jeitosa, pelas mãos de Dean Parisol (diretor da premiada série de TV Monk) e sob a supervisão de Judd Apatow, idealizador e diretor de O Virgem de 40 Anos, que responde pelo segundo roteiro de As Loucuras de Dick and Jane. O humor fica mais ácido, e permite a aparição de novos coadjuvantes, como o filho de Dick (Carrey) e Jane (Téa Leoni, ótima em Espanglês), Billy, que, criado pela empregada mexicana, dificilmente fala no idioma inglês.
A abertura do filme sugere irrevêrencia, com o enunciado: “Há muito, muito, tempo atrás, no ano de 2000…”. Em seguida, apresenta os personagens. É irônico, os adultos vão se divertir. Dick e Jane formam um casal bem-sucedido. Ele, prestes a assumir a vice-presidência da firma; ela, pronta para ter um ataque de nervos e pedir demissão da agência de turismo. Ela se demite. Ele é demitido. Depois de três meses, a 24 horas do despejo, eles decidem atacar de Bonnie e Clyde e realizar uma série de assaltos. Aí, Carrey nada de braçadas.

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