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Vacina previne câncer de útero

Arquivo Geral

16/11/2004 0h00

Segundo o jornal espanhol El Mundo, estudo demonstrou que a imunização a dois tipos do papilomavírus humano, o HPV, ocorre em quase 100% das pessoas que recebem a vacina. Evitar infecções persistentes na vagina e no útero é chave para combater o câncer, que tem o HPV como principal causa.

Todos os anos, em todo o mundo, registram-se 230 mil mortes relacionadas com o câncer de colo do útero. Estima-se que surjam cerca de 470 mil novos casos de infecção pelo vírus anualmente.

A principal causa deste tipo de tumor é a infecção genital pelo HPV. Existem vários tipos de vírus, mas os mais freqüentemente associados ao câncer cervical são o HPV-16 e o HPV-18 – o primeiro é responsável por mais de 60% destes tumores, o segundo por cerca de 10%. Por isso, as pesquisas sobre prevenção do câncer cervical pela imunização ao vírus têm incidido no desenvolvimento de vacinas que contêm partículas apenas destes dois tipos de vírus.

EficáciaPara provar a eficácia da vacina, cientistas do Centro para o Câncer Norris Cotton e da Escola de Medicina de Darmouth, nos Estados Unidos, conduziram um estudo que envolveu 1.113 mulheres entre os 15 e os 25 anos.

Foram criados dois grupos: 533 mulheres receberam um placebo. Às restantes foram administradas três doses de vacina. Ao fim de 18 meses, a imunização foi eficaz numa grande porcentagem de participantes, perto de 100%, tanto contra as infecções persistentes pelo HPV como as ocasionais.

“O HPV 18 está muito associado ao adenocarcinoma cervical, o mais difícil de detectar por uma citologia”, explica o editorial da revista científica The Lancet. “Os dados indicam que a vacina poderá contribuir em grande medida para reduzir as taxas mundiais do câncer cervical”, defendem os autores do estudo, realçando que a vacina é segura e bem tolerada.

No entanto, eles admitem que são necessários mais estudos para avaliar a eficácia da vacina na prevenção do desenvolvimento deste tipo de tumor. Além disso, é necessário avaliar se existem outros tipos de vírus que deveriam ser incluídos na vacina, e se os homens também devem ser imunizados.

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    Arquivo Geral

    16/11/2004 0h00

    Segundo o jornal espanhol El Mundo, estudo demonstrou que a imunização a dois tipos do papilomavírus humano, o HPV, ocorre em quase 100% das pessoas que recebem a vacina. Evitar infecções persistentes na vagina e no útero é chave para combater o câncer, que tem o HPV como principal causa.

    Todos os anos, em todo o mundo, registram-se 230 mil mortes relacionadas com o câncer de colo do útero. Estima-se que surjam cerca de 470 mil novos casos de infecção pelo vírus anualmente.

    A principal causa deste tipo de tumor é a infecção genital pelo HPV. Existem vários tipos de vírus, mas os mais freqüentemente associados ao câncer cervical são o HPV-16 e o HPV-18 – o primeiro é responsável por mais de 60% destes tumores, o segundo por cerca de 10%. Por isso, as pesquisas sobre prevenção do câncer cervical pela imunização ao vírus têm incidido no desenvolvimento de vacinas que contêm partículas apenas destes dois tipos de vírus.

    EficáciaPara provar a eficácia da vacina, cientistas do Centro para o Câncer Norris Cotton e da Escola de Medicina de Darmouth, nos Estados Unidos, conduziram um estudo que envolveu 1.113 mulheres entre os 15 e os 25 anos.

    Foram criados dois grupos: 533 mulheres receberam um placebo. Às restantes foram administradas três doses de vacina. Ao fim de 18 meses, a imunização foi eficaz numa grande porcentagem de participantes, perto de 100%, tanto contra as infecções persistentes pelo HPV como as ocasionais.

    “O HPV 18 está muito associado ao adenocarcinoma cervical, o mais difícil de detectar por uma citologia”, explica o editorial da revista científica The Lancet. “Os dados indicam que a vacina poderá contribuir em grande medida para reduzir as taxas mundiais do câncer cervical”, defendem os autores do estudo, realçando que a vacina é segura e bem tolerada.

    No entanto, eles admitem que são necessários mais estudos para avaliar a eficácia da vacina na prevenção do desenvolvimento deste tipo de tumor. Além disso, é necessário avaliar se existem outros tipos de vírus que deveriam ser incluídos na vacina, e se os homens também devem ser imunizados.

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