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USP transforma células de dente em músculos

Arquivo Geral

24/07/2004 0h00

Já que ainda não podem desenvolver suas próprias linhagens de células-tronco embrionárias, pesquisadores brasileiros estão se voltando para suas parentes menos polêmicas, as células-tronco adultas. No último avanço, cientistas da USP conseguiram fazer com que células-tronco adultas extraídas da polpa de dentes se transformassem em vários tipos de tecido. Entre eles estão osseoblastos – células ligadas à formação de ossos –, células musculares e até nervosas. “Resta saber se elas são funcionais in vivo, mas é uma linhagem promissora”, disse Lygia da Veiga Pereira, que lidera o esforço, ao apresentar seus resultados durante simpósio na 56ª Reunião Anual da SBPC. Embora a legislação, hoje, obrigue a uma concentração da pesquisa nacional em torno das células-tronco adultas, Pereira não desistiu da causa. Ela aponta a incoerência no atual projeto da Lei de Biossegurança. “Ele aprova a clonagem terapêutica, ou seja, o desenvolvimento de terapias com células-tronco embrionárias, mas veta o uso de embriões, o que é uma contradição”, afirma. Pereira e seu grupo na USP já estão desenvolvendo pesquisas com células-tronco embrionárias. Mas elas não foram obtidas aqui e sim nos EUA.

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    24/07/2004 0h00

    Já que ainda não podem desenvolver suas próprias linhagens de células-tronco embrionárias, pesquisadores brasileiros estão se voltando para suas parentes menos polêmicas, as células-tronco adultas. No último avanço, cientistas da USP conseguiram fazer com que células-tronco adultas extraídas da polpa de dentes se transformassem em vários tipos de tecido. Entre eles estão osseoblastos – células ligadas à formação de ossos –, células musculares e até nervosas. “Resta saber se elas são funcionais in vivo, mas é uma linhagem promissora”, disse Lygia da Veiga Pereira, que lidera o esforço, ao apresentar seus resultados durante simpósio na 56ª Reunião Anual da SBPC. Embora a legislação, hoje, obrigue a uma concentração da pesquisa nacional em torno das células-tronco adultas, Pereira não desistiu da causa. Ela aponta a incoerência no atual projeto da Lei de Biossegurança. “Ele aprova a clonagem terapêutica, ou seja, o desenvolvimento de terapias com células-tronco embrionárias, mas veta o uso de embriões, o que é uma contradição”, afirma. Pereira e seu grupo na USP já estão desenvolvendo pesquisas com células-tronco embrionárias. Mas elas não foram obtidas aqui e sim nos EUA.

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