Menu
Promoções

Uma preferência nacional, apesar do forte calor

Arquivo Geral

01/10/2004 0h00

Nos livros Comidas de Meu Santo, de Guilherme Figueiredo, e História da Alimentação no Brasil, de Luís da Câmara Cascudo, os autores mostram que, ao contrário do que muitos afirmam, a receita da feijoada não é uma invenção dos escravos, mas uma derivação de pratos europeus como o cassoulet, o cozido madrilenho e a caldeirada portuguesa.

Segundo eles, por desinformação histórica e sem fundamento na tradição culinária brasileira, muitos acreditam que a feijoada nasceu na senzala, entre o período da Colônia e do Império. Seria um prato criado pelos escravos com os “restos” do porco. Eles garantem que não há nada mais errado. Quando os portugueses colonizaram o Brasil, trouxeram receitas que formaram a base da cozinha nacional. Algumas tinham como matérias-primas justamente a orelha, focinho, rabo e língua de porco. Talvez, por essa tese, possamos entender a razão de restaurantes de outra nacionalidades inserirem no menu a feijoada.

Apesar do calor, a feijoada está mais presente do que nunca. Prova disso, são restaurantes da cidade, especializados em outras gastronomias, que incorporaram ao menu o prato preferência nacional.

Duas casas sem tradição no ramo implementam o prato em seus cardápios neste final de semana. Hoje, é a vez do italiano Belini Pães e Gastronomia oferecer também a feijoada brasileira. O prato será será servido todas as sextas no bufê de almoço da casa. Amanhã, quem se rende a essa iguaria é o restaurante La Boucherie, especializado em carnes assadas à lenha, que irá servir a tradicional feijoada.

Além dos tradicionais acompanhamentos como, o arroz branco, a couve refogada, a farofa e a laranja, indispensáveis para o prazer de quem degusta o prato, o restauranteur do Belini, Gilberto Costa Manso, sugere uma polenta de milho preparada com farinha importada. “A idéia é acrescentar a esse prato de sabor tão brasileiro um toque da nossa cozinha italiana”, comenta. “A polenta pode substituir o arroz ou ser mais um acompanhamento”, completa.

No La Boucherie, para acompanhar os pratos, drinks criados especialmente para a ocasião dão um tempero a mais na hora de degustar a feijoada. Entre eles encontram-se o de carambola, morango, manga, kiwi e banana.

MAIS SIMPLES – Sem a pompa dos grandes restaurantes, mas com uma tradição de 20 anos, o Ki-Filé, na 405 Norte, é uma opção boa e barata para quem não está podendo gastar muito e não dispensa um feijão com carne de porco.

Ambiente descontraído, a casa serve, sem sombra de dúvida, uma das melhores e mais honestas feijoadas da cidade. Também na Asa Norte, desde 1986, o Bar dos Cunhados (115) oferece, além da feijoada petiscos variados e cerveja bem gelada.

    Você também pode gostar

    Uma preferência nacional, apesar do forte calor

    Arquivo Geral

    01/10/2004 0h00

    Nos livros Comidas de Meu Santo, de Guilherme Figueiredo, e História da Alimentação no Brasil, de Luís da Câmara Cascudo, os autores mostram que, ao contrário do que muitos afirmam, a receita da feijoada não é uma invenção dos escravos, mas uma derivação de pratos europeus como o cassoulet, o cozido madrilenho e a caldeirada portuguesa.

    Segundo eles, por desinformação histórica e sem fundamento na tradição culinária brasileira, muitos acreditam que a feijoada nasceu na senzala, entre o período da Colônia e do Império. Seria um prato criado pelos escravos com os “restos” do porco. Eles garantem que não há nada mais errado. Quando os portugueses colonizaram o Brasil, trouxeram receitas que formaram a base da cozinha nacional. Algumas tinham como matérias-primas justamente a orelha, focinho, rabo e língua de porco. Talvez, por essa tese, possamos entender a razão de restaurantes de outra nacionalidades inserirem no menu a feijoada.

    Apesar do calor, a feijoada está mais presente do que nunca. Prova disso, são restaurantes da cidade, especializados em outras gastronomias, que incorporaram ao menu o prato preferência nacional.

    Duas casas sem tradição no ramo implementam o prato em seus cardápios neste final de semana. Hoje, é a vez do italiano Belini Pães e Gastronomia oferecer também a feijoada brasileira. O prato será será servido todas as sextas no bufê de almoço da casa. Amanhã, quem se rende a essa iguaria é o restaurante La Boucherie, especializado em carnes assadas à lenha, que irá servir a tradicional feijoada.

    Além dos tradicionais acompanhamentos como, o arroz branco, a couve refogada, a farofa e a laranja, indispensáveis para o prazer de quem degusta o prato, o restauranteur do Belini, Gilberto Costa Manso, sugere uma polenta de milho preparada com farinha importada. “A idéia é acrescentar a esse prato de sabor tão brasileiro um toque da nossa cozinha italiana”, comenta. “A polenta pode substituir o arroz ou ser mais um acompanhamento”, completa.

    No La Boucherie, para acompanhar os pratos, drinks criados especialmente para a ocasião dão um tempero a mais na hora de degustar a feijoada. Entre eles encontram-se o de carambola, morango, manga, kiwi e banana.

    MAIS SIMPLES – Sem a pompa dos grandes restaurantes, mas com uma tradição de 20 anos, o Ki-Filé, na 405 Norte, é uma opção boa e barata para quem não está podendo gastar muito e não dispensa um feijão com carne de porco.

    Ambiente descontraído, a casa serve, sem sombra de dúvida, uma das melhores e mais honestas feijoadas da cidade. Também na Asa Norte, desde 1986, o Bar dos Cunhados (115) oferece, além da feijoada petiscos variados e cerveja bem gelada.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado