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Uma operária da profissão

Arquivo Geral

04/06/2005 0h00

Nívea Maria está completando 43 anos de carreira e tem motivos de sobra para comemorar: além de estar se destacando na pele de Mazé, em América, no fim do ano o pesquisador de novelas Mauro Alencar e a jornalista Eliana Pace lançam um livro dentro da Coleção Aplauso que conta a história da atriz.

“Comecei a carreira numa época em que o ator não era endeusado”, lembra a atriz. “Queríamos ser representantes da cultura de um povo. Hoje, muita gente procura a profissão pela fama e os atores ficam numa espécie de pedestal”.

No início, ela precisou enfrentar até a ira do pai, que não queria que ela fosse atriz. “A profissão de Nívea só foi aceita pelo pai quando ele viu que a filha estava em O Preço de Uma Vida (novela da extinta TV Tupi, em 1965), com Sérgio Cardoso”, conta Mauro Alencar.

E Nívea se orgulha de ter escolhido a profissão certa. A atriz não se imagina fazendo outra coisa a não ser atuar. “Já fiz de tudo na televisão brasileira: desde participações especiais até heroínas. Sou uma operária da minha profissão e nunca tive ilusões. Enfrentei personagens e novelas que não foram bem”.

Entre os trabalhos que mais marcaram sua carreira, Nívea cita a Carolina de A Moreninha: “Até hoje, as mães e avós me identificam com a personagem”. Com a Mazé de América, Nívea mostra seu despojamento como atriz.

“Resolvi fazer Mazé sem vaidade. Ela vive quieta em seu mundinho, mas é capaz de virar uma leoa para defendê-lo”, diz.

A relação de Mazé com os filhos Geninho (Marcello Novaes) e Tião (Murilo Benício) é tão forte que basta um telegrama da mãe para o peão deixar Sol (Deborah Secco) nos Estados Unidos e voltar sozinho para o Brasil. Mazé avisou a Tião que Geninho aceitou dinheiro de Glauco (Edson Celulari) para pagar a faculdade e ele voltou correndo.

“Isso mostra que a ligação da família é tão forte que nem um grande amor é capaz de cortar esse elo”, destaca a atriz, defendendo com a mesma garra sua personagem”.

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    04/06/2005 0h00

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    “Comecei a carreira numa época em que o ator não era endeusado”, lembra a atriz. “Queríamos ser representantes da cultura de um povo. Hoje, muita gente procura a profissão pela fama e os atores ficam numa espécie de pedestal”.

    No início, ela precisou enfrentar até a ira do pai, que não queria que ela fosse atriz. “A profissão de Nívea só foi aceita pelo pai quando ele viu que a filha estava em O Preço de Uma Vida (novela da extinta TV Tupi, em 1965), com Sérgio Cardoso”, conta Mauro Alencar.

    E Nívea se orgulha de ter escolhido a profissão certa. A atriz não se imagina fazendo outra coisa a não ser atuar. “Já fiz de tudo na televisão brasileira: desde participações especiais até heroínas. Sou uma operária da minha profissão e nunca tive ilusões. Enfrentei personagens e novelas que não foram bem”.

    Entre os trabalhos que mais marcaram sua carreira, Nívea cita a Carolina de A Moreninha: “Até hoje, as mães e avós me identificam com a personagem”. Com a Mazé de América, Nívea mostra seu despojamento como atriz.

    “Resolvi fazer Mazé sem vaidade. Ela vive quieta em seu mundinho, mas é capaz de virar uma leoa para defendê-lo”, diz.

    A relação de Mazé com os filhos Geninho (Marcello Novaes) e Tião (Murilo Benício) é tão forte que basta um telegrama da mãe para o peão deixar Sol (Deborah Secco) nos Estados Unidos e voltar sozinho para o Brasil. Mazé avisou a Tião que Geninho aceitou dinheiro de Glauco (Edson Celulari) para pagar a faculdade e ele voltou correndo.

    “Isso mostra que a ligação da família é tão forte que nem um grande amor é capaz de cortar esse elo”, destaca a atriz, defendendo com a mesma garra sua personagem”.

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