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Uma nova estratégia contra o alto colesterol

Arquivo Geral

30/09/2004 0h00

A medicina vem reforçando há um bom tempo que com colesterol não se brinca. Os altos índices do que é popularmente conhecido como “gordura no sangue” é uma das causas mais comuns de problemas cardíacos. Por isso, a indústria farmacêutica tem se concentrado em aperfeiçoar medicamentos para baixar o LDL, a lipoproteína de baixa densidade, o famoso colesterol ruim.

A última novidade é o maior achado na área nos últimos 15 anos, depois da comercialização das estatinas, substâncias que ajudam a reduzir as altas taxas de colesterol. Trata-se da combinação de uma estatina, a sinvastatina, com a ezetimiba em um só comprimido, uma estratégia que a medicina chama de dupla inibição do LDL.

O medicamento chamado Vytorin, desenvolvido por uma joint venture criada por dois poderosos laboratórios, Merck e Schering Plough, foi lançado na última terça-feira no 59º Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia, pelo coordenador mundial da pesquisa clínica do duplo mecanismo de inibição e diretor Senior da Merck, o inglês Chris Allen.

estatinasPara entender melhor a novidade é importante ressaltar que, até recentemente, as estatinas eram a única estratégia medicamentosa para reduzir os níveis de colesterol ruim. Estas substâncias surgiram no mercado no início da década de 90 para substituir remédios que saíram do catálogo médico por terem se mostrado um engodo.

Com as quedas cada vez maiores dos patamares dos índices ideais de colesterol ruim, definidos pela Associação Americana de Cardiologia, cuja cartilha a maioria dos países do mundo segue, a medicina foi percebendo que as estatinas já não estavam cumprindo a contento o seu papel.

Hoje, a entidade norte-americana considera que o índice do LDL em pessoas com alto riscos de problemas coronarianos ou diabéticas deve ficar abaixo de 100 miligramas por decilitro de sangue, 100 mg/dl, enquanto que os níveis de colesterol total não podem passar de 200 mg/dl.

Estudos davam conta que remédios a base somente de estatina estavam conseguindo reduzir o colesterol em apenas 18%. Era preciso assim um novo medicamento que aumentasse essa redução naqueles casos de alto risco de doenças cardiovasculares, de pessoas que têm, por exemplo, hipercolesterolemia familiar, cujos índices de colesterol ruim ultrapassam em muito o ideal.

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    Uma nova estratégia contra o alto colesterol

    Arquivo Geral

    30/09/2004 0h00

    A medicina vem reforçando há um bom tempo que com colesterol não se brinca. Os altos índices do que é popularmente conhecido como “gordura no sangue” é uma das causas mais comuns de problemas cardíacos. Por isso, a indústria farmacêutica tem se concentrado em aperfeiçoar medicamentos para baixar o LDL, a lipoproteína de baixa densidade, o famoso colesterol ruim.

    A última novidade é o maior achado na área nos últimos 15 anos, depois da comercialização das estatinas, substâncias que ajudam a reduzir as altas taxas de colesterol. Trata-se da combinação de uma estatina, a sinvastatina, com a ezetimiba em um só comprimido, uma estratégia que a medicina chama de dupla inibição do LDL.

    O medicamento chamado Vytorin, desenvolvido por uma joint venture criada por dois poderosos laboratórios, Merck e Schering Plough, foi lançado na última terça-feira no 59º Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia, pelo coordenador mundial da pesquisa clínica do duplo mecanismo de inibição e diretor Senior da Merck, o inglês Chris Allen.

    estatinasPara entender melhor a novidade é importante ressaltar que, até recentemente, as estatinas eram a única estratégia medicamentosa para reduzir os níveis de colesterol ruim. Estas substâncias surgiram no mercado no início da década de 90 para substituir remédios que saíram do catálogo médico por terem se mostrado um engodo.

    Com as quedas cada vez maiores dos patamares dos índices ideais de colesterol ruim, definidos pela Associação Americana de Cardiologia, cuja cartilha a maioria dos países do mundo segue, a medicina foi percebendo que as estatinas já não estavam cumprindo a contento o seu papel.

    Hoje, a entidade norte-americana considera que o índice do LDL em pessoas com alto riscos de problemas coronarianos ou diabéticas deve ficar abaixo de 100 miligramas por decilitro de sangue, 100 mg/dl, enquanto que os níveis de colesterol total não podem passar de 200 mg/dl.

    Estudos davam conta que remédios a base somente de estatina estavam conseguindo reduzir o colesterol em apenas 18%. Era preciso assim um novo medicamento que aumentasse essa redução naqueles casos de alto risco de doenças cardiovasculares, de pessoas que têm, por exemplo, hipercolesterolemia familiar, cujos índices de colesterol ruim ultrapassam em muito o ideal.

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