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Uma mulher de mil e uma faces

Arquivo Geral

26/10/2004 0h00

Denise Fraga já foi várias mulheres nos cinco anos em que faz quadros no Fantástico, como Retrato Falado e o atual Fazendo História. Comum a todas elas é o jeito de mocinha romântica e desajeitada, que desperta simpatia em suas trapalhadas. “Sou muito assim, só nunca calquei minhas personagens nisso. Mas minha gagueira aparece em algumas delas”, reconhece Denise que literalmente constrói a mocinha romântica e atrapalhada em Como Fazer um Filme de Amor, que estréia sexta-feira no cinema.

Dirigida por José Roberto Torero – parceiro de longa data como roteirista do Retrato Falado, mas estreante no comando de um longa –, Denise interpreta a fotógrafa de casamentos Laura. A moça se apaixona pelo dono de uma agência de modelos vivido por Cássio Gabus Mendes, mas tem que enfrentar a fúria da vilã feita por Marisa Orth. A mocinha, o galã e a vilã são apenas alguns dos componentes subvertidos e misturados ao humor de Torero – que também fez o roteiro – e que vão construindo o filme, com muitas e engraçadas intervenções de um narrador na voz de Paulo José. “A palavra é a força do humor do Torero”, acredita Denise.

Numa das cenas, na ausência do narrador que os guia, o sexo entre o casal não fica nada romântico. Ele exibe uma barriguinha proeminente e cabeluda e ela provoca uma crise de risos nele ao usar uma lingerie enfeitada com Piu-Piu. “É uma cena de sexo trash, em que dá tudo errado”, diverte-se Denise.

ClichêsCom orçamento de R$ 1,5 milhão e só quatro semanas de correria para rodar, Torero conta que tirou a idéia do filme de romances de banca de jornal. “Em 1998, eu e uns amigos líamos Sabrina e Júlia por brincadeira e percebemos que têm uma fórmula rígida”, conta Torero. “As histórias são sempre as mesmas, só se passam em lugares diferentes. E resolvi fazer um roteiro que mostrava a fórmula desse tipo de livro cheios de clichês”. Foram 13 versões do roteiro até a estréia.

A dupla Torero/Denise tem mais para a televisão. Retrato Falado volta em dezembro, com novas histórias. O primeiro quadro será sobre uma menina que veio passar férias no Rio e tinha uma amiga que trabalhava na Globo. Daí, ela conseguiu fazer figuração em novela e acabou ganhando duas falas. “O legal é que temos a cena de verdade, com a menina contracenando em Hipertensão (1986)”.

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    Dirigida por José Roberto Torero – parceiro de longa data como roteirista do Retrato Falado, mas estreante no comando de um longa –, Denise interpreta a fotógrafa de casamentos Laura. A moça se apaixona pelo dono de uma agência de modelos vivido por Cássio Gabus Mendes, mas tem que enfrentar a fúria da vilã feita por Marisa Orth. A mocinha, o galã e a vilã são apenas alguns dos componentes subvertidos e misturados ao humor de Torero – que também fez o roteiro – e que vão construindo o filme, com muitas e engraçadas intervenções de um narrador na voz de Paulo José. “A palavra é a força do humor do Torero”, acredita Denise.

    Numa das cenas, na ausência do narrador que os guia, o sexo entre o casal não fica nada romântico. Ele exibe uma barriguinha proeminente e cabeluda e ela provoca uma crise de risos nele ao usar uma lingerie enfeitada com Piu-Piu. “É uma cena de sexo trash, em que dá tudo errado”, diverte-se Denise.

    ClichêsCom orçamento de R$ 1,5 milhão e só quatro semanas de correria para rodar, Torero conta que tirou a idéia do filme de romances de banca de jornal. “Em 1998, eu e uns amigos líamos Sabrina e Júlia por brincadeira e percebemos que têm uma fórmula rígida”, conta Torero. “As histórias são sempre as mesmas, só se passam em lugares diferentes. E resolvi fazer um roteiro que mostrava a fórmula desse tipo de livro cheios de clichês”. Foram 13 versões do roteiro até a estréia.

    A dupla Torero/Denise tem mais para a televisão. Retrato Falado volta em dezembro, com novas histórias. O primeiro quadro será sobre uma menina que veio passar férias no Rio e tinha uma amiga que trabalhava na Globo. Daí, ela conseguiu fazer figuração em novela e acabou ganhando duas falas. “O legal é que temos a cena de verdade, com a menina contracenando em Hipertensão (1986)”.

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