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Uma esclerose que atinge os mais jovens

Arquivo Geral

18/09/2004 0h00

Quando se ouve falar em esclerose, a maioria pensa em pessoas com idade avançada. Contudo, um tipo específico dessa doença, a múltipla, ocorre mais em pessoas mais jovens, com idade que varia de 15 a 45 anos. No Brasil, existem pelo menos 15 mil pacientes que sofrem do problema. Sem um remédio que garanta a sua cura, o conhecimento mais aprofundado sobre ele tem sido o melhor apoio para quem tem a enfermidade.

A esclerose múltipla atinge o sistema nervoso. É também conhecida como doença desmielinizante porque a disfunção acontece quando a mielina (uma substância composta por proteínas e gordura) é lesada, destruída.

A dra. Alessandra Avellar Costa, neurologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), explica a função dessa substância: “A mielina é uma substância produzida pelo sistema nervoso que tem o papel de auxílio na transição dos impulsos nervosos, que tanto servem para levar o controle voluntário do cérebro para o corpo ou trazer informações do corpo para o cérebro. O cérebro perde a ligação com o corpo.”

Quando a mielina é destruída, ela vira uma placa dura que impede com que várias mensagens sejam transmitidas diretamente do cérebro para os olhos e a medula espinhal. Com isso, muitas funções do corpo acabam sendo dificultadas. São os sintomas da esclerose múltipla.

Estes sintomas aparecem de diferentes formas e de acordo com as lesões, segundo a especialista da UnB: “Eles variam de acordo com a região do cérebro afetada pela perda de mielina. Em 40% dos casos a perda é no nervo óptico, o que causa a perda da visão.”

Transitórios A dra. Alessandra aponta outras partes do corpo que podem ser afetadas: “Os sintomas que são transitórios, que aparecem e desaparecem, podem ser a diminuição de força, sensibilidade, dormência nos membros, tonteira, fraqueza localizada, perda da visão.

Por isso, é bom ficar atento se você sentir que seus braços ou pernas estão sem força, se um de seus olhos estiverem perdendo a visão (o que na literatura médica se chama neurite ótica), se está sentindo falta de coordenação dos movimentos e ainda vertigens, prisão de ventre, impotência sexual, dores nos braços, tronco e pernas. Tudo isso pode ser provocado pela doença.

A disfunção é confirmada quando o paciente apresentar pelo menos dois destes sintomas em lugares diferentes do sistema nervoso e em épocas distintas. Os portadores costumam ter crises que podem vir com maior ou menor intensidade. E isso sem aviso. Eles vão e vem quando menos se espera.

A causa da esclerose múltipla é desconhecida. Alguns estudos indicam, sem confirmação, que alguns fatores hereditários, ou seja, vindo dos pais e gerações anteriores, podem tanto ajudar no aparecimento da doença quanto ajudar a se proteger dela.

Um dos fatos mais marcantes da disfunção é que ela não tem cura. É o que alerta um dos maiores especialistas do mundo, o neurologista e membro do Comitê Científico de Tratamento da Esclerose Múltipla com Interferons, Xavier Montalban: “O paciente tem que saber que a doença é para a vida toda e por isso precisa saber lidar com ela”.

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    18/09/2004 0h00

    Quando se ouve falar em esclerose, a maioria pensa em pessoas com idade avançada. Contudo, um tipo específico dessa doença, a múltipla, ocorre mais em pessoas mais jovens, com idade que varia de 15 a 45 anos. No Brasil, existem pelo menos 15 mil pacientes que sofrem do problema. Sem um remédio que garanta a sua cura, o conhecimento mais aprofundado sobre ele tem sido o melhor apoio para quem tem a enfermidade.

    A esclerose múltipla atinge o sistema nervoso. É também conhecida como doença desmielinizante porque a disfunção acontece quando a mielina (uma substância composta por proteínas e gordura) é lesada, destruída.

    A dra. Alessandra Avellar Costa, neurologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), explica a função dessa substância: “A mielina é uma substância produzida pelo sistema nervoso que tem o papel de auxílio na transição dos impulsos nervosos, que tanto servem para levar o controle voluntário do cérebro para o corpo ou trazer informações do corpo para o cérebro. O cérebro perde a ligação com o corpo.”

    Quando a mielina é destruída, ela vira uma placa dura que impede com que várias mensagens sejam transmitidas diretamente do cérebro para os olhos e a medula espinhal. Com isso, muitas funções do corpo acabam sendo dificultadas. São os sintomas da esclerose múltipla.

    Estes sintomas aparecem de diferentes formas e de acordo com as lesões, segundo a especialista da UnB: “Eles variam de acordo com a região do cérebro afetada pela perda de mielina. Em 40% dos casos a perda é no nervo óptico, o que causa a perda da visão.”

    Transitórios A dra. Alessandra aponta outras partes do corpo que podem ser afetadas: “Os sintomas que são transitórios, que aparecem e desaparecem, podem ser a diminuição de força, sensibilidade, dormência nos membros, tonteira, fraqueza localizada, perda da visão.

    Por isso, é bom ficar atento se você sentir que seus braços ou pernas estão sem força, se um de seus olhos estiverem perdendo a visão (o que na literatura médica se chama neurite ótica), se está sentindo falta de coordenação dos movimentos e ainda vertigens, prisão de ventre, impotência sexual, dores nos braços, tronco e pernas. Tudo isso pode ser provocado pela doença.

    A disfunção é confirmada quando o paciente apresentar pelo menos dois destes sintomas em lugares diferentes do sistema nervoso e em épocas distintas. Os portadores costumam ter crises que podem vir com maior ou menor intensidade. E isso sem aviso. Eles vão e vem quando menos se espera.

    A causa da esclerose múltipla é desconhecida. Alguns estudos indicam, sem confirmação, que alguns fatores hereditários, ou seja, vindo dos pais e gerações anteriores, podem tanto ajudar no aparecimento da doença quanto ajudar a se proteger dela.

    Um dos fatos mais marcantes da disfunção é que ela não tem cura. É o que alerta um dos maiores especialistas do mundo, o neurologista e membro do Comitê Científico de Tratamento da Esclerose Múltipla com Interferons, Xavier Montalban: “O paciente tem que saber que a doença é para a vida toda e por isso precisa saber lidar com ela”.

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