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Uma dança para Sartre

Arquivo Geral

17/06/2004 0h00

O grupo de dança brasiliense baSiraH estréia hoje novo espetáculo na cidade. Batizado de Eu Só Existo Quando Ninguém me Olha, a coreografia tem temática existencialista, fortemente influenciada por escritores como Jean-Paul Sartre.

“Fiz uma pesquisa enorme sobre a solidão, o abandono, a carência, segundo esses pensadores. Sempre tive vontade de falar sobre o espaço íntimo do ser humano”, explica Alessandro Brandão, diretor do espetáculo. No elenco, além de Alessandro, Dorka Heep e Édi Oliveira.

O diretor busca passar para o público a importância da solidão para o processo de crescimento de todo o ser humano. “Aqui em Brasília, uma cidade grande e fria, precisamos mais ainda aceitar essa condição e tirar o melhor proveito dela”, pensa Brandão.

Ele pensa que a solidão é um momento necessário e que não precisa ser confundido com abandono. “Quando estamos sozinhos fazemos exatamente tudo que queremos. Penso que deveria ser assim também em público. Não é possível viver sempre preocupado com o que os outros vão achar de nossas atitudes”, analisa Brandão.

O cenário foi criado pelos irmãos Fernando e Adriano Guimarães. Com elementos que lembram uma casa, a idéia era criar um jardim secreto. “Essa expressão jardim secreto é muita usada por Sartre. Ela representa o habitat íntimo que cada um de nós tem dentro de si”, explica o diretor.

A duração é de cerca de 50 minutos e a censura é 16 anos, por conta de cenas que beiram o nu dos dançarinos.

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    “Fiz uma pesquisa enorme sobre a solidão, o abandono, a carência, segundo esses pensadores. Sempre tive vontade de falar sobre o espaço íntimo do ser humano”, explica Alessandro Brandão, diretor do espetáculo. No elenco, além de Alessandro, Dorka Heep e Édi Oliveira.

    O diretor busca passar para o público a importância da solidão para o processo de crescimento de todo o ser humano. “Aqui em Brasília, uma cidade grande e fria, precisamos mais ainda aceitar essa condição e tirar o melhor proveito dela”, pensa Brandão.

    Ele pensa que a solidão é um momento necessário e que não precisa ser confundido com abandono. “Quando estamos sozinhos fazemos exatamente tudo que queremos. Penso que deveria ser assim também em público. Não é possível viver sempre preocupado com o que os outros vão achar de nossas atitudes”, analisa Brandão.

    O cenário foi criado pelos irmãos Fernando e Adriano Guimarães. Com elementos que lembram uma casa, a idéia era criar um jardim secreto. “Essa expressão jardim secreto é muita usada por Sartre. Ela representa o habitat íntimo que cada um de nós tem dentro de si”, explica o diretor.

    A duração é de cerca de 50 minutos e a censura é 16 anos, por conta de cenas que beiram o nu dos dançarinos.

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