criou-se em São Paulo. Filho e neto de editores de livros, imaginou que seguiria o caminho da família, mas apaixonou-se pelo cinema e pela música.
Durante muitos anos dividiu-se entre os dois. Cursou a Escola Superior de Cinema de São Luiz, onde pôde aprender com Anatol Rosenfeld, Luís Sérgio Person e Roberto Santos, entre outros. Realizou seu primeiro curta-metragem, Esta Rua tão Augusta, em 1967.
Ao lado de outros cineastas paulistas, entre 67/70, realizou produções de baixo orçamento e muita inventividade, promovendo o nascimento daquele que ficou conhecido como o “cinema pós-novo” (ou Boca do Lixo), entre o experimentalismo e o cinema popular.
Nos anos 70, Reichenbach atuou em trabalhos de outros diretores e fez a direção de fotografia de vários filmes. Em 1974, abandonou uma atividade de dois anos no cinema publicitário e escreveu, fotografou, produziu e dirigiu Lilian M. – Relatório Confidencial, optando por um cinema autoral e artesanal.
Dez anos depois, foi este mesmo filme que revelou o cinema de Reichenbach para a crítica européia, por meio do Festival de Roterdã, do qual participou por cinco anos consecutivos.
Foi duas vezes premiado pela Cinemateca Real de Bruxelas com Amor, Palavra Prostituta e Anjos do Arrabalde, e recebeu o prêmio de melhor filme do 30º Festival de Cinema de Pesaro, Itália, por Alma Corsária, melhor filme no Festival de Brasília de 1995.