Que me perdoem os arautos do Jornal Nacional, mas essa queda na sua audiência é algo que vinha amadurecendo há muito tempo e não se deve tão somente ao ridículo desempenho da novela que o antecede. Querer relacionar uma coisa à outra é só uma maneira confortável de mascarar o problema. O JN, até pelo bom desempenho das concorrentes no Jornalismo, perdeu o ineditismo, e a Globo, sem saber se ajustar aos novos tempos, transformou o seu principal telejornal em algo absolutamente previsível. Toda noite é a mesmice de sempre, quando não entra uma “novelinha” semanal, algo que poderia ser explorado melhor em outros programas do seu Jornalismo. Num mundo como o de hoje, onde coisas importantes acontecem a todo o momento e com uma velocidade espantosa, ninguém consegue lembrar de imediato quando foi o último plantão desse jornal. Talvez por ocasião da morte de alguma conhecida personalidade. Esses critérios é que precisam ser revistos. As mudanças no Jornal Nacional necessariamente devem passar pela sua estrutura e não podem, como vem ocorrendo nos últimos tempos, ficar restritas às cores e formas dos cenários ou à elegância e prestígio de seus apresentadores. É preciso se ajustar ao dinamismo do mundo de hoje. Com todo respeito, não existe mais espaço para a pasteurização.