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Um réquiem à cultura nordestina

Arquivo Geral

19/11/2004 0h00

O Ballet Stagium, de São Paulo, está de volta a Brasília com o espetáculo Stagium Dança o Movimento Armorial, coreografia que comemora os 32 anos de carreira com turnê pelo Brasil. Eles se apresentam de hoje a domingo, no Teatro da Caixa.

Movimento Armorial foi inspirado no conceito criado por Ariano Suassuna, com a colaboração de um grupo de artistas e escritores da Região Nordeste do Brasil, em 1970. Ele começou no âmbito universitário, mas ganhou apoio oficial do governo de Pernambuco e foi lançado, oficialmente, em Recife, no dia 18 de outubro de 1970, com a realização de um concerto e de uma exposição de artes plásticas, realizados no Pátio de São Pedro, no centro da cidade.

“A idéia foi resgatar todos os valores difundidos pelo movimento, como a exaltação da cultura popular do Nordeste brasileiro e realização de uma arte brasileira erudita, a partir das raízes populares da cultura do País”, explica Márika Gidali, diretora do grupo.

Márika é húngara (nasceu em Budapeste) e veio para o Brasil logo depois da Segunda Guerra Mundial. Participou do Balé do IV Centenário e integrou o Ballet Experimental de São Paulo, até formar sua própria companhia, o Ballet Stagium, ao lado de Décio Otero, parceiro até hoje.

Uma das manifestações do Movimento Armorial é o cordel. Dele vêm os versos, a xilogravura e a música. Outra expressão, parte das Artes Plásticas, são os bonecos de barro. “Por isso, em certos momentos, os bailarinos sobem ao palco com um figurino que lembra a estética desses bonecos, usando inclusive máscaras”, conta Márika.

“Nos inspiramos nas estatuetas do Mestre Vitalino para montar esse figurino. Assim, criamos um balé contemporâneo com volta às origens nordestinas”, completa.

A trilha sonora também foi composta com compositores representativos do movimento. São canções de músicos e compositores como Antônio Nóbrega, Antonio José Madureira, Ednardo, Villa-Lobos, Capiba, Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira e Richard Wagner.

O espetáculo tem duração de uma hora e dez minutos e foi apresentado em Brasília, no ano passado. “Estamos em turnê por todo o Brasil e chegou a hora de virmos para o centro. Mesmo Brasília tendo visto a coreografia no ano passado, resolvemos voltar”, conta Márika. Há 32 anos o Ballet Stagium populariza a dança por meio de suas coreografias. O grupo tem o hábito de se apresentar em hospitais, prisões, circos, igrejas, escolas, internatos e já dançou inclusive na Febem.

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    Movimento Armorial foi inspirado no conceito criado por Ariano Suassuna, com a colaboração de um grupo de artistas e escritores da Região Nordeste do Brasil, em 1970. Ele começou no âmbito universitário, mas ganhou apoio oficial do governo de Pernambuco e foi lançado, oficialmente, em Recife, no dia 18 de outubro de 1970, com a realização de um concerto e de uma exposição de artes plásticas, realizados no Pátio de São Pedro, no centro da cidade.

    “A idéia foi resgatar todos os valores difundidos pelo movimento, como a exaltação da cultura popular do Nordeste brasileiro e realização de uma arte brasileira erudita, a partir das raízes populares da cultura do País”, explica Márika Gidali, diretora do grupo.

    Márika é húngara (nasceu em Budapeste) e veio para o Brasil logo depois da Segunda Guerra Mundial. Participou do Balé do IV Centenário e integrou o Ballet Experimental de São Paulo, até formar sua própria companhia, o Ballet Stagium, ao lado de Décio Otero, parceiro até hoje.

    Uma das manifestações do Movimento Armorial é o cordel. Dele vêm os versos, a xilogravura e a música. Outra expressão, parte das Artes Plásticas, são os bonecos de barro. “Por isso, em certos momentos, os bailarinos sobem ao palco com um figurino que lembra a estética desses bonecos, usando inclusive máscaras”, conta Márika.

    “Nos inspiramos nas estatuetas do Mestre Vitalino para montar esse figurino. Assim, criamos um balé contemporâneo com volta às origens nordestinas”, completa.

    A trilha sonora também foi composta com compositores representativos do movimento. São canções de músicos e compositores como Antônio Nóbrega, Antonio José Madureira, Ednardo, Villa-Lobos, Capiba, Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira e Richard Wagner.

    O espetáculo tem duração de uma hora e dez minutos e foi apresentado em Brasília, no ano passado. “Estamos em turnê por todo o Brasil e chegou a hora de virmos para o centro. Mesmo Brasília tendo visto a coreografia no ano passado, resolvemos voltar”, conta Márika. Há 32 anos o Ballet Stagium populariza a dança por meio de suas coreografias. O grupo tem o hábito de se apresentar em hospitais, prisões, circos, igrejas, escolas, internatos e já dançou inclusive na Febem.

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