Com o lançamento de Senhora do Destino, substituta de Celebridade, os telespectadores poderão acompanhar uma mudança no estilo do autor Aguinaldo Silva. Desta vez, lobisomens, mulheres que viram fumaça, enfim, tipos fora do comum não terão vez. O próprio Aguinaldo explica: “Não colocarei realismo fantástico em Senhora do Destino porque acho que a realidade por si só ficou tão over que o realismo mágico ou fantástico se tornou ingênuo. A realidade é que está valendo agora, realismo fantástico já era. Pode ser até que, daqui a algum tempo, volte, mas por enquanto nesta novela acho que não há espaço”. Na verdade, o autor, com isso, procura evitar velhas manias, determinados hábitos que o telespectador não percebe, e que identificam determinados roteiristas. Senhora do Destino, na visão do autor, é uma novela sobre o brasileiro, mas não este brasileiro estereotipado, o “malandro brasileiro”, é o brasileiro mesmo, aquele que está na rua, batalhando, que pega o trem às cinco da manhã para chegar ao centro da cidade às oito horas e trabalhar, que ganha um salário ridículo e que, mesmo assim, não desiste, continua e segue batalhando. É uma produção que homenageia essas pessoas e que fala delas. Nos principais papéis, Suzana Vieira, Carolina Dieckmann, José Mayer e José Wilker.