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Um mistério que tem os dias contados

Arquivo Geral

29/09/2004 0h00

O mistério sobre o mandante da tocaia de Felício (Sebastião Vasconcelos), logo no início da novela Cabocla, está perto de ser desvendado. No capítulo de hoje, Felício delata Xexéu (Fernando Petelinkar), que chega a ser preso, mas depois é solto por falta de provas.

“Felício acusa Xexéu na frente dele, mas diz ao delegado que os capangas estavam encapuzados”, explica Sebastião. “Ele não viu o rosto de ninguém, só ouviu um deles dizer que Xexéu mandou bater, mas não matá-lo”. Como a conversa pode ter sido para incriminar Xexéu, o delegado liberta o suspeito.

Segundo Edilene Barbosa, que adapta a obra do pai, Benedito Ruy Barbosa, juntamente com a irmã, Edmara, são quatro os suspeitos: Justino (Mauro Mendonça), Boanerges (Tony Ramos), Macário (Oscar Magrini) e Xexéu. “E o mandante não participou da cilada, só ordenou”, afirma a autora, explicando os motivos de cada um.

“Justino é o suspeito mais óbvio. Ele teve de engolir a história das terras, tendo de devolvê-las para Felício e sua família. E isso também foi no começo da trama”. Edilene lembra as cenas em que o coronel tentou expulsar Felício de sua fazenda.

Nos capítulos desta semana, Macário é quem vai gerar mais desconfiança para o público. Enquanto Macário garante a Xexéu que Boanerges quis responsabilizá-lo pela armação, o capitão diz a Boanerges que o delegado suspeita deles e lhe propõe acordo.

“Macário vem se revelando”, analisa Edilene. “Ele já está tentando se vingar de Justino por conta do tiro que levou do coronel, mas isso foi depois da tocaia e não poderia ser o motivo. Mas Macário pode ter mandado atacar Felício para incriminar Justino. Uma jogada política”.

De acordo com a autora, Boanerges seria o mandante menos provável: “Boanerges é do bem. Ele pode ter tentado jogar a culpa em Neco (Danton Mello) e Justino por serem fortes na política. Mas não combina com o perfil do personagem”. Quem seria, então, o verdadeiro culpado?

Edilene, como convém aos autores, prefere fazer um pouco de mistério em torno do assunto (tudo é passível de mudança num tempo e que argumentos originais são apenas figurativos). “Pode ser qualquer um”, despista. “O Chico Bento (Humberto Magnani), por exemplo, por uma razão ainda desconhecida”. Como a novela termina em novembro, ele não demora a aparecer.

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    29/09/2004 0h00

    O mistério sobre o mandante da tocaia de Felício (Sebastião Vasconcelos), logo no início da novela Cabocla, está perto de ser desvendado. No capítulo de hoje, Felício delata Xexéu (Fernando Petelinkar), que chega a ser preso, mas depois é solto por falta de provas.

    “Felício acusa Xexéu na frente dele, mas diz ao delegado que os capangas estavam encapuzados”, explica Sebastião. “Ele não viu o rosto de ninguém, só ouviu um deles dizer que Xexéu mandou bater, mas não matá-lo”. Como a conversa pode ter sido para incriminar Xexéu, o delegado liberta o suspeito.

    Segundo Edilene Barbosa, que adapta a obra do pai, Benedito Ruy Barbosa, juntamente com a irmã, Edmara, são quatro os suspeitos: Justino (Mauro Mendonça), Boanerges (Tony Ramos), Macário (Oscar Magrini) e Xexéu. “E o mandante não participou da cilada, só ordenou”, afirma a autora, explicando os motivos de cada um.

    “Justino é o suspeito mais óbvio. Ele teve de engolir a história das terras, tendo de devolvê-las para Felício e sua família. E isso também foi no começo da trama”. Edilene lembra as cenas em que o coronel tentou expulsar Felício de sua fazenda.

    Nos capítulos desta semana, Macário é quem vai gerar mais desconfiança para o público. Enquanto Macário garante a Xexéu que Boanerges quis responsabilizá-lo pela armação, o capitão diz a Boanerges que o delegado suspeita deles e lhe propõe acordo.

    “Macário vem se revelando”, analisa Edilene. “Ele já está tentando se vingar de Justino por conta do tiro que levou do coronel, mas isso foi depois da tocaia e não poderia ser o motivo. Mas Macário pode ter mandado atacar Felício para incriminar Justino. Uma jogada política”.

    De acordo com a autora, Boanerges seria o mandante menos provável: “Boanerges é do bem. Ele pode ter tentado jogar a culpa em Neco (Danton Mello) e Justino por serem fortes na política. Mas não combina com o perfil do personagem”. Quem seria, então, o verdadeiro culpado?

    Edilene, como convém aos autores, prefere fazer um pouco de mistério em torno do assunto (tudo é passível de mudança num tempo e que argumentos originais são apenas figurativos). “Pode ser qualquer um”, despista. “O Chico Bento (Humberto Magnani), por exemplo, por uma razão ainda desconhecida”. Como a novela termina em novembro, ele não demora a aparecer.

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