Vamos imaginar uma sala de aula. Na frente, no alto da sua sabedoria, o nosso professor de Aritmética, mas com especialização em assuntos de tevê. Usando do seu quadro negro, que hoje é branco, ele resolve colocar um problema. Nada muito complicado. Uma questão que não requer prática ou habilidade. Apenas atenção. Tratam-se de duas simples operações: adição e divisão. Quem pegar o ensebado Boa Noite Brasil, juntar ao rançoso Programa do Jô e dividir por dois, vai encontrar o quê? O resultado é surpreendente. É justo. Não aparece nem uma dízima periódica: dá o Show do Tom. Não tem o que tirar nem pôr. Uma coisa impressionante. Ciência exata é ciência exata. A Record nem se deu ao trabalho de criar uma coisa nova e diferente. Só colocou em prática o simples resultado e mandou para o ar, esquecendo que o tempo poderá ser impiedoso, principalmente com o comediante, que terá sua imagem desgastada pela exposição diária. Essa primeira semana de apresentações foi suficiente para avaliar que o programa não é bom. Desapontou todo mundo. Tem coisas velhas. É brega. E vai deixar uma conta alta a ser paga.
Pelo Tom, é claro.