Exibido pela primeira vez no 33º Festival de Cinema de Gramado, no mês passado, a nova produção do gaúcho Carlos Gerbase (de Tolerância), Sal de Prata, não levou nenhum prêmio, mas contou com a aceitação entusiasmada da platéia do festival. Agora, a comédia estrelada por Maria Fernanda Cândido, Camila Pitanga, Bruno Garcia e Marcos Breda passa pela prova de fogo do mercado cinematográfico, onde circula comercialmente a partir de hoje.
Sal de Prata, cujo orçamento foi de R$ 4 milhões, é mais uma história do cinema dentro do cinema – um filme que mostra a elaboração de outro. A trama parte da personagem de Maria Fernanda, Cátia, uma bem-sucedida economista que vê sua vida mudar da noite para o dia quando seu noivo, Veronese (Marcos Breda), sofre um infarto.
Antes de ser surpreendido com o ataque cardíaco, Veronese era um ativo cineasta-roteirista que deixara várias de suas pequenas obras gravadas num micro. Então surgem novas histórias entrelaçando amor, ciúme, amizade e traição. Com elas, claro, entram muitos personagens e subtramas: com Pitanga, no papel da aspirante a atriz Cassandra; Garcia como um bem-sucedido cineasta; e Nelson Diniz como um dublê de publicitário.
O título do filme é uma referência à substância química nitrato de prata, que transforma a película de um filme em um material sensível à luz.