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Um banquinho, um bandolim

Arquivo Geral

30/11/2005 0h00

O bandolim brasileiro nasceu no choro. O bandolinista brasiliense Hamilton de Holanda também. Mas a música que surge da união de criador e criatura, neste caso, não se limita às fronteiras do gênero popularizado por Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga. Hamilton prova a versatilidade do instrumento – e mais uma vez, de seu virtuosismo elogiado de ponta a ponta do País, até os palcos europeus – no show 1 Byte, 10 Cordas, inédito em Brasília, cujas apresentações estão agendadas de hoje a sexta, no Clube do Choro.

O músico, nascido no Rio de Janeiro e radicado em Brasília desde o primeiro ano de idade, defende a pluralidade do bandolim, a rigor vocacionado para instrumento-solo de chorinho. “Sempre achei que o bandolim tinha uma função orquestral. Foi por isso que acrescentei outro par de cordas (de oito para dez). Acho que o choro é um ponto de partida”, teoriza.

Apesar de ter se apresentado em Brasília na semana passada, com o Projeto Cultura em Conjunto Premium, Hamilton ficou devendo ao público conterrâneo o show de lançamento de seu terceiro álbum solo, 1 Byte, 10 Cordas, gravado ao vivo no Rio de Janeiro e lançado via Biscoito Fino. “Este disco veio da verdade do momento. Estava completamente descontraído”, lembra. O show também marca o retorno de Hamilton ao palco do Clube do Choro, de onde está afastado desde setembro do ano passado. “Estava com saudade, porque foi ali onde me criei. O Clube do Choro foi meu ponto de partida. Será um show bem no fundo do meu quintal”, define.

O repertório da performance de Hamilton contempla canções de grandes compositores brasileiros e um argentino: Astor Piazzola (Adios, Noniño). Entre as famosas que ganham arranjo pelas mãos habilidosas do instrumentista estão, No Rancho Fundo (Ary Barroso e Lamartine Babo) e Disparada (Geraldo Vandré). De sua coleção de composições próprias, o músico colocou apenas a enérgica faixa-título do disco.

projetosPara o ano que vem, Hamilton de Holanda promete embarcar na fase mais conceitual de sua carreira, pautada por interpretações de obras-primas do rico cancioneiro da MPB e do mestre Hermeto Paschoal. “Estou gravando ainda meio cru um disco totalmente autoral. Comecei essa pré-produção aqui em casa e depois vou me juntar com o pessoal (entre eles o violonista Daniel Santiago) para fazer os arranjos”, adianta.

O próximo ano também reserva para o público candango a segunda edição do projeto experimentado por Hamilton neste ano, no qual realizou uma série de concertos em parceria com um cantor de renome da MPB e um ator conceituado. “Uma das minhas novas músicas chama-se Brasilianos, que vai ser o nome do projeto que a gente vai fazer no ano que vem. Desta vez vamos homenagear um grande brasileiro, como Oscar Niemeyer, Glauber Rocha e Caymmi”, acrescenta.

serviço

1 Byte, 10 Cordas – Show do bandolinista Hamilton de Holanda pelo Projeto Heitor Villa-Lobos e Seus Amigos do Choro. Hoje, amanhã e sexta, às 21h30, no Clube do Choro de Brasília (Eixo Monumental, próximo ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães). Ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), à venda na sobreloja do Garvey Park (SHN).

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    O bandolim brasileiro nasceu no choro. O bandolinista brasiliense Hamilton de Holanda também. Mas a música que surge da união de criador e criatura, neste caso, não se limita às fronteiras do gênero popularizado por Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga. Hamilton prova a versatilidade do instrumento – e mais uma vez, de seu virtuosismo elogiado de ponta a ponta do País, até os palcos europeus – no show 1 Byte, 10 Cordas, inédito em Brasília, cujas apresentações estão agendadas de hoje a sexta, no Clube do Choro.

    O músico, nascido no Rio de Janeiro e radicado em Brasília desde o primeiro ano de idade, defende a pluralidade do bandolim, a rigor vocacionado para instrumento-solo de chorinho. “Sempre achei que o bandolim tinha uma função orquestral. Foi por isso que acrescentei outro par de cordas (de oito para dez). Acho que o choro é um ponto de partida”, teoriza.

    Apesar de ter se apresentado em Brasília na semana passada, com o Projeto Cultura em Conjunto Premium, Hamilton ficou devendo ao público conterrâneo o show de lançamento de seu terceiro álbum solo, 1 Byte, 10 Cordas, gravado ao vivo no Rio de Janeiro e lançado via Biscoito Fino. “Este disco veio da verdade do momento. Estava completamente descontraído”, lembra. O show também marca o retorno de Hamilton ao palco do Clube do Choro, de onde está afastado desde setembro do ano passado. “Estava com saudade, porque foi ali onde me criei. O Clube do Choro foi meu ponto de partida. Será um show bem no fundo do meu quintal”, define.

    O repertório da performance de Hamilton contempla canções de grandes compositores brasileiros e um argentino: Astor Piazzola (Adios, Noniño). Entre as famosas que ganham arranjo pelas mãos habilidosas do instrumentista estão, No Rancho Fundo (Ary Barroso e Lamartine Babo) e Disparada (Geraldo Vandré). De sua coleção de composições próprias, o músico colocou apenas a enérgica faixa-título do disco.

    projetosPara o ano que vem, Hamilton de Holanda promete embarcar na fase mais conceitual de sua carreira, pautada por interpretações de obras-primas do rico cancioneiro da MPB e do mestre Hermeto Paschoal. “Estou gravando ainda meio cru um disco totalmente autoral. Comecei essa pré-produção aqui em casa e depois vou me juntar com o pessoal (entre eles o violonista Daniel Santiago) para fazer os arranjos”, adianta.

    O próximo ano também reserva para o público candango a segunda edição do projeto experimentado por Hamilton neste ano, no qual realizou uma série de concertos em parceria com um cantor de renome da MPB e um ator conceituado. “Uma das minhas novas músicas chama-se Brasilianos, que vai ser o nome do projeto que a gente vai fazer no ano que vem. Desta vez vamos homenagear um grande brasileiro, como Oscar Niemeyer, Glauber Rocha e Caymmi”, acrescenta.

    serviço

    1 Byte, 10 Cordas – Show do bandolinista Hamilton de Holanda pelo Projeto Heitor Villa-Lobos e Seus Amigos do Choro. Hoje, amanhã e sexta, às 21h30, no Clube do Choro de Brasília (Eixo Monumental, próximo ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães). Ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), à venda na sobreloja do Garvey Park (SHN).

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