Que boa parte do acervo do Museu Nacional de Belas-Artes se mudou para o Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília, na exposição Entre Duas Modernidades: do Neoclassicismo ao Pós-Impressionismo, isso já não é novidade. A novidade fica por conta dos números que envolvem esta exposição que deve entrar para a história do CCBB.
Desde que foi aberta, no dia 31 de agosto, a coleção já foi vista por mais de 20 mil visitantes, sendo que desse total, 8.595 eram estudantes que se inscreveram no programa de visitas guiadas. Estão expostas 132 obras que fazem um verdadeiro passeio histórico, do neoclássico ao pós-impressionismo.
São pinturas, esculturas, desenhos e gravuras de artistas que registraram costumes, paisagens, os olhares do homem do século 19. Para facilitar a visita e o entendimento do visitante, a mostra foi dividida em cinco segmentos e seis núcleos que traçam uma linha do tempo.
Estão na mostra, por exemplo, trabalhos como a escultura em bronze do grande Marc Ferrez, feita em 1826, que reproduz o retrato de D. Pedro I, o primeiro Imperador do Brasil; o famoso Estudo para O Último Tamoio, de 1883, de Rodolfo Amoedo; a belíssima pintura Bote a seco na praia, 1889, do mestre Giovanni Castagneto. Há ainda um instantâneo congelado no tempo da paisagem da Praia de Botafogo em 1816, de Nicolas Taunay, e o conhecidíssimo Estudo para Combate naval de Riachuelo, tela realizada por Vítor Meireles entre 1868 e 1872.